USAR DROGA É UMA ESCOLHA

Toda vez que eu ouço no consultório o relato de algum adolescente que está envolvido com droga, a história é sempre a mesma: primeiro ele começa bebendo – o álcool o deixa mais alegre, desinibido e autoconfiante para fazer o que ele deseje fazer, funcionando como a porta de entrada para as outras drogas, pois, em busca de novas emoções ele decide experimentar coisas mais fortes e assim, quando um amigo lhe convida a experimentar um baseado (normalmente eles começam pela maconha) a reação costuma ser a de aceitação e eles nem param para pensar na grande bronca que está arrumando para vida dele e da sua família.

Além do desejo de experimentar situações novas, circunstâncias desfavoráveis da vida e falta de informações aumentam as chances do envolvimento dos jovens com drogas e o resto dessa história a gente já sabe de cor. Acontece como naquela música da Peninha “Tudo era apenas uma brincadeira e foi crescendo, crescendo e me absorvendo e de repente eu me vi assim…” VICIADO. E, vício não é doença, é escolha – doença a gente não escolhe, acontece, tem um agente etiológico, enquanto que o vício é sempre fruto de uma escolha, de uma decisão, de uma atitude.

ONDE COMEÇA O VÍCIO?

Usar droga se torna um vício pelo prazer que ela propicia. Se ao usar droga a pessoa ficasse nauseada, enjoada, passasse mal, sentisse dor… e, principalmente não sentisse prazer, ela não repetiria esse comportamento destrutivo. A dependência vem justamente do prazer que as pessoas sentem naquele momento. E,  lembrar do prazer sentido é o que estimula a pessoa a buscar a droga novamente e a sua falta leva o usuário a ficar enlouquecido por uma nova dose.

Assim que bate na corrente sanguínea as drogas estimulam diretamente as estruturas do sistema de recompensa do nosso cérebro e provocam sensação de prazer, provocando com isso o desejo de repetição. E como temos memória, a lembrança do prazer é o que mobiliza a busca de uma repetição – isso acontece também com outras coisas como sexo, amor, comida, exercício físico. O problema se agrava tornando-se cada vez incontrolável porque, como o uso freqüente da droga o corpo se acostuma com aquela quantidade ingerida, o sistema de recompensa fica mais sensível e exigente, passando a ser necessário o uso de algo mais forte em quantidades cada vez maiores.

O RASTRO DA DESTRUIÇÃO

Mas, como tudo na vida tem um antes, um durante e um depois, as conseqüências do uso da droga são desastrosas para a pessoa e para toda a sua família. Ao se tornar dependente a pessoa faz qualquer coisa para poder alimentar seu vício: mente, engana, vende o que vê pela frente, rouba, trapaceia e até mata para conseguir dinheiro para saciar seu desejo e garantir o seu prazer. O viciado destrói a vida dele e de sua família que não escolheu usar drogas e, mesmo assim, sofre as conseqüências do seu ato.

Infelizmente, nossos jovens estão cada vez mais cedo se envolvendo com drogas, se viciando e perdendo o rumo da sua vida. O caminho da droga sempre é desastroso. A vida da pessoa gira em torno da droga e nada mais tem importância. No universo do drogado não há vida, há destruição e morte.  Por isso, se alguém lhe oferecer droga pense nas conseqüências dolorosas que isso vai trazer para a sua vida e sua família e saia fora.

A adolescência é a fase da experimentação, mas nem tudo a gente precisa experimentar na vida. Todas as nossas escolhas trazem uma conseqüência. Escolha ter um futuro saudável e ser feliz. Não coloque sua vida em risco e nem destrua a vida de sua família. DIGA SIM À VOCÊ! DIGA SIM À VIDA! DIGA NÃO ÁS DROGAS!

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