TAL PAI, TAL FILHO!

Cada vez mais, os pais se fazem presentes na vida dos filhos, participando ativamente de todo o processo de cuidar e educar as crianças –  envolvem-se nos lanches, brincadeiras, idas ao banheiro, banhos, trocas de roupas e demais cuidados que uma criança requer no dia a dia. Isso tudo vem acontecendo, nas últimas décadas, graças à revolução interna processada pelos homens, que os levaram a se comprometer com a criação dos rebentos, passando a ter atitudes de responsabilidade compartilhada. Essa nova postura dos pais, os tem aproximado muito dos filhos, especialmente quando se tratam de meninos, pois irão precisar mais ainda do pai como modelo de identificação.

O desejo de se imitar quem se admira é muito comum e natural, nós adultos também fazemos isso.  Procurar seguir o modelo familiar acontece com as crianças desde o princípio de suas vidas, elas observam tudo o que os pais fazem, portanto, o modo como os pais as educam e a forma como eles se comportam vai interferir enormemente na conduta delas: se o pai funciona de modo sensível, empático, carinhoso, respeitoso e acolhedor, provavelmente os filhos vão aprender que isso é o correto e vão saber que podem se aproximar dele para conversar; da mesma forma, se eles forem criados num ambiente hostil, onde a agressividade e o desrespeito sejam presentes é isso que eles vão aprender e levar para a vida futura deles.

Exercer as funções parentais não é tarefa fácil para ninguém! O exercício da paternidade, necessariamente, faz os pais mergulharem em sua história de vida e reviver a forma como foram criados e como era a relação deles com os seus pais. Se for uma relação pontuada pelo afeto, acolhimento, diálogo e estabelecimento de limites e regras tudo será menos difícil na jornada deles como pais; agora, se as lembranças não forem boas e se eles não se sentiam entendidos e atendidos em suas possibilidades de desejos é mais do que necessário que como pais, eles funcionem de forma diferente com os seus filhos.

O Papa Francisco, em um dos seus discursos memoráveis, disse  referindo-se às mães –“Não existe mãe solteira. Mãe não é estado civil”. Tomando por empréstimo seu pensamento, e transpondo para os pais essa realidade, pai é quem cria, quem cuida, quem acolhe, quem educa e quem dá amor; portanto, as novas configurações familiares trazem em si o desafio de lidarmos, com a multiplicidade de amores. Pai é quem desempenha as funções parentais de forma afetuosa e respeitosa, assim, também o exercício da paternidade não depende de estado civil e nem de orientação sexual.

Nesse domingo, dia 9 de agosto, é celebrado o dia dos pais, aqui no Brasil. Se você ainda tem pai e vocês construíram uma relação de amor, de alguma forma celebre com ele esse dia e todos os dias da vida de vocês. Desejo um feliz Dia dos Pais a todos os pais, em especial ao meu genro, Fabrício Malcher, um pai presente, amoroso e acolhedor para minha neta Melina (meu pequeno grande amor). Seu Sequeira, meu pai, o senhor faz muita falta na minha vida, me abençoe de onde estiver.

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