“ROUPA SUJA SE LAVA EM CASA”

 

É impressionante como existem pessoas que, com a maior naturalidade do mundo, falam da sua vida pessoal em uma roda de conversa numa festa ou em outro evento qualquer, na presença de pessoas com as quais não têm a menor intimidade. Elas contam fatos que aconteceram em seus relacionamentos (muitas vezes se queixando ou falando mal do parceiro), abrem histórias íntimas, inclusive mencionando o nome das pessoas envolvidas e nem se dão conta do quanto estão se expondo e também as outras pessoas que, muito provavelmente, não gostariam de saber que estão sendo alvo de comentários na presença de terceiros.

Outra forma de exposição é brigar, reclamar ou desqualificar publicamente alguém, que normalmente é o parceiro ou filho e a humilhação é maior ainda quando isso ocorre na presença de pessoas significativas para eles. Esta atitude é desleal e coloca o outro numa posição inferior, demostrando dominância e poder em uma situação em que o outro não quer ou não pode reagir para não aumentar a vergonha que está sentindo. E, assim, termina verbalizando um “tá bom”, “pare com isso” ou “a gente conversa depois”…, mas o estrago já está feito. E quando a pessoa tripudiada resolve responder a altura, revidando a agressão, o barraco está feito e o constrangimento é geral.

VERGONHA ALHEIA

Eu imagino que muitas pessoas ficam constrangidas em presenciar brigas, desavenças e broncas envolvendo adultos. O sentimento é de vergonha alheia – você se sente desconfortável e constrangido com os atos de outra pessoa. Quando se trata de criança fica mais fácil de entender dentro de um contexto disciplinador e mesmo assim, dependendo da forma como a fala é dirigida à criança, também pode ser muito humilhante e desastroso.

Seria muito bom que as pessoas entendessem a diferença de como devem se comportar em ambientes públicos e privados. Tem coisas que só cabem num contexto de intimidade e de privacidade.  Assim como as pessoas buscam um lugar reservado e fecham as portas para fazer sexo, deveriam fazer o mesmo em se tratando de brigas para não constranger os outros que não precisam presenciar o que não cabe a elas interferir e nem decidir. Então, falar mal, tecer comentários desairosos, desqualificar, depreciar, desautorizar publicamente seus parceiros é algo que depõe contra a própria pessoa, afinal de contas, se o parceiro é tão ”ruim”, por que permanece ao lado dele?

MANTENHA RESERVAS SOBRE A SUA VIDA

Acontece, com certa frequência, de alguém brigar com o seu namorado ou marido e, por estar com muita raiva dele, sair contando para os familiares e amigos tudo o que ele fez, além de fazer questão de relatar o que o parceiro pensa a respeito deles – é claro que a pessoa só conta as coisas ruins. Como costuma acontecer nesses casos, mais lá na frente ela faz as pazes com o parceiro, eles voltam a se entender, se desculpam e como as outras pessoas envolvidas na história não participam desse ritual de reparação é bem provável que continuem muito chateadas com a conduta inadequada dele e, quem sabe, dos dois.

Proteja o seu relacionamento e mantenha reservas com relação ao que acontece na sua vida pessoal. Ao expor o seu parceiro você se expõe junto e pode ser que fique muito difícil recuperar a imagem de vocês depois. As mulheres costumam ser mais faladeiras do que os homens e expressam mais a sua raiva falando mal do parceiro para todas as amigas, especialmente quando se trata de uma traição. E nesses casos, fazem questão de espalhar o nome, endereço, local de trabalho e todo o currículo da pessoa que se envolveu com o seu parceiro. E se depois eles reatam o relacionamento? Adiantou tornar público tudo o que aconteceu? Escolher as pessoas a quem possa confiar o seu sofrimento e se aconselhar tudo bem…  mais do que isso é exposição pública. Pense nisso!

 

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