RESPONSABILIDADE AFETIVA

Empatia e responsabilidade afetiva caminham juntas, mas são coisas diferentes. Empatia é a capacidade que uma pessoa tem de tentar se colocar no lugar de outra pessoa e procurar entender o que ela está sentindo. Já a responsabilidade afetiva, diz respeito a não alimentar o que não pretende investir; é sobre ser leal, respeitoso, honesto, verdadeiro e se responsabilizar pelo afeto que cativa. Ao entrar na vida de uma pessoa, você não sabe as dores e as mágoas que ela carrega e, sendo assim, você precisa ser cuidadoso e não incentivar afetos, aos quais você não pretende corresponder.

Responsabilidade afetiva não significa você ter que ser receptivo ao que o outro pensa a seu respeito ou sente por você. A decisão de se relacionar com alguém é sempre uma escolha pessoal. Cada pessoa convive com as suas circunstâncias e desejos, mas, por uma questão de autoafirmação, de ego ou outro motivo qualquer, não mantenha na sua vida quem você não deseja investir amorosamente e nem tripudie de quem demonstra amor por você. Não invalide o que o outro sente pelo fato de você pensar diferente a respeito da vida ou acerca de relacionamentos afetivos. Não estrague a saúde mental dos outros.

Se você está num relacionamento amoroso, fique atenta ao movimento do outro com relação a você. Perceba o interesse da pessoa em se fazer presente na sua vida. Nas escolhas afetivas de nossas vidas, revelamos o que julgamos merecer. Cada pessoa pensa como pode, porém, não se conforme em viver relações superficiais em que o seu parceiro amoroso não se importa com suas fragilidades, mágoas e nem tem empatia com o seu sofrimento. E, se você percebe que está repetindo padrões de relacionamento, já vividos por você anteriormente, busque ajuda terapêutica para poder fazer as pazes com o seu passado e se resolver consigo mesma.

Se alguém não teve empatia com você, se não foi justo em seus julgamentos e se contribuiu para promover sua instabilidade emocional, tais gestos falam mais sobre a conduta do outro que não teve o devido cuidado com você, do que sobre a sua. Isso não quer dizer que você não seja merecedora de carinho, cuidado e atenção. Cada pessoa só dá o que tem para dar. A decisão de permanecer em um relacionamento em que você não se sente respeitada e valorizada é sua. Onde não houver reciprocidade de cuidado, atenção e afeto, não se demore.

Cuide-se! Afaste-se de quem não se importa com você, não sabe te ouvir, não respeita a sua fala, não se preocupa com o que você sente e nem com os danos que as atitudes dessa pessoa provocam em você. As coisas assumem uma proporção imensa, tanto boa como ruim, quando partem de quem amamos. Trabalhe com a verdade, pois ela é sempre o argumento mais forte. Aprenda a ficar sozinha, seja a sua melhor companhia!

O mundo é redondo, dá voltas e tem muitas esquinas. Esteja receptiva ao novo e ao inesperado. Afinal, como escreveu a maravilhosa escritora e jornalista Clarice Lispector “Ainda bem que existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outras pessoas e outras coisas”. Alguns ciclos precisam de tempo, outros de fim!

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