QUEM NÃO SOFRE DE ANSIEDADE?

Todos nós sentimos ansiedade e tensão diante de situações novas, ameaçadoras ou estressantes e isso é natural e necessário a uma boa adaptação social. Ansiedade é um sentimento de insegurança, de temor, medo ou angústia em relação a qualquer coisa que ameace seu bem-estar físico ou emocional; é uma resposta emocional a uma situação de emergência (real ou imaginária); está sempre ligada a situações que ainda não aconteceram e que vão acontecer daqui a pouco (que podem ser 5 minutos ou 6 meses); é algo que você quer muito que aconteça; é um viver com um pé no presente e outro no futuro. Como não ficar ansioso diante da agitada dinâmica existencial da era moderna, tendo que lidar com a competitividade social, a dificuldade de criar e educar nossos filhos…? Motivos não nos faltam para aumentar nossa adrenalina diária, mas a ansiedade também faz a vida ser mais excitante e intensa… Você já pensou como seria sem graça um encontro amoroso ou o início de uma paquera sem sentirmos o frio na barriga, o suor nas mãos, o coração batendo mais rápido, a respiração ficar mais acelerada…?

A ERA DA ANSIEDADE

Muito pior do que a situação que teremos que enfrentar é sofrermos por antecipação em função de algo que pode até nem ocorrer, mas a sensação é a de que faltam sempre 5 minutos para o que quer que seja. Além de termos uma vida atribulada, os valores sociais mudaram tanto que perdemos vários padrões de referência. Ter que assumir nossos desejos e fazer escolhas o tempo todo nos deixam mais ansiosos e estressados.

O estresse é o representante emocional da ansiedade e o medo é uma de suas características. Um fato se torna estressante não necessariamente pela sua natureza e sim pelo significado que lhe é atribuído, mas será sempre resultado da pressão do ambiente e da nossa estrutura emocional, da forma como lidamos com nossos medos, inseguranças e pensamentos negativos. A ansiedade é normal quando ela nos leva a uma ação adequada, mas quando ela deixa de ser um instrumento de sobrevivência e passa a ser uma preocupação excessiva com as coisas do cotidiano (tipo possibilidade de acidente ou doença com você ou familiares…), em situações em que a maioria das pessoas teria pouca dificuldade em enfrentar, permanecendo por longos, períodos e causando sofrimento excessivo e prejuízo emocional, nesses casos, procure ajuda médico-psicológica pois aí ela deixa de ser normal e passa a ser uma doença, um transtorno.

ENCONTRANDO O PONTO DE EQUILÍBRIO…

Para ter mais qualidade de vida o segredo é encontrar o ponto de equilíbrio da ansiedade: nem totalmente ausente e nem muito exagerado. Aí vão algumas dicas para lhe ajudar nessa tarefa: diminua sua exposição a fatores estressantes; procure se concentrar no presente (você não pode controlar o futuro); aceite a possibilidade de perder e não dar certo o que você imaginou; tenha pensamentos otimistas; evite pensamentos intrusivos de infelicidade; não negue seus sentimentos e sim procure identificar sua origem e a forma como está lidando com eles; converse sobre seus medos e ansiedades; cuide da sua auto-estima e acredite na sua capacidade de realização; respire profunda e lentamente; medite; exercite-se regularmente; faça algum tipo de relaxamento (feche os olhos e imagine-se tranqüilo e controlado diante do evento que o esteja deixando ansioso); evite cigarro, café e bebidas estimulantes; tente fazer sempre o melhor, agora, se nada disso der certo, procure ajuda especializada. Ah, fazer a prece da serenidade, também ajuda: “que Deus me dê serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para mudar as que posso e sabedoria para distinguir umas das outras”. Até o próximo Domingo!

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