QUE VERGONHA!

 

Ninguém está livre de passar por situações constrangedoras, de ficar sem jeito e de sentir vergonha diante de determinada situação, independente dela ter sido provocada por você (as famosas gafes), de você ser vítima de comentários ou atitudes dos outros ou, ainda, de presenciar situações que envolvam outras pessoas, mas que lhe deixam absolutamente desconfortável diante de tais atos (vergonha alheia). Em quaisquer dessas situações, o que normalmente nos perturba mais é ter consciência de que o acontecido representa ou a violação do código moral ou uma ameaça para a nossa imagem social, o que nos coloca na mira de possíveis críticas e da rejeição.

O mundo é relacional e, sendo assim, o desejo das pessoas é o de que sejam queridas, admiradas, bem faladas e incluídas pelos outros num espaço de afeto e convivência harmoniosa; mesmo as pessoas que dizem que não estão nem aí para o que os outros pensem a respeito delas, que ninguém paga as suas contas, na prática, sofrem com a rejeição e têm dificuldade em lidar com a solidão. A verdade é que ninguém escapa das cobranças e críticas que, por certo, virão toda vez que se viola um protocolo social, mesmo que de forma acidental; se for voluntário fica ainda mais difícil de ser aceito.

CONSTRANGIMENTO

A gente costuma sentir vergonha ao perceber que cometeu alguma falta, algum deslize, algum erro considerado leve na presença de outras pessoas. Quem não fica envergonhado ao cair no salão durante uma dança? E meter o dedo no nariz, ajeitar a calcinha no bumbum ou derramar bebida nos outros? Difícil ser pega no flagra e não sentir vergonha. Já o constrangimento, costuma ocorrer em consequência de erros mais sérios e que se sabe que serão alvo de julgamentos e ameaçam a sua imagem social. Assim, mesmo após ter ocorrido à situação constrangedora, a simples lembrança do acontecido provoca mal estar e desconforto.

Mas não só situações negativas provocam constrangimento nas pessoas, coisas positivas também constrangem. Difícil não ficar ruborizado, baixar os olhos e tocar frequentemente o rosto (esses são os principais sinais de constrangimento) ao publicamente receber elogios intensos, demonstrações exageradas de afeto ou cometer grandes gafes; tem gente que não gosta de festejar aniversário porque não sabe o que fazer na hora dos cumprimentos e mais ainda no momento do parabéns pra você. Daí a famosa expressão “cara de parabéns”. É sério! Preste atenção nos aniversários que você for.

CULPA X REPARAÇÃO

É difícil a gente conseguir expressar a própria vergonha ou constrangimento, falar de emoções e sentimentos e não apenas relatar os fatos acontecidos, mas quando a gente se permite e consegue verbalizar o que está sentindo, isso tem um efeito catártico. Quem não consegue falar sobre o assunto e tenta fazer de conta que nada aconteceu quando de fato aconteceu ou que já passou, vai continuar se sentindo ridículo. Falar ou expressar o seu descontentamento, raiva ou culpa alivia. Rir de si mesmo também é uma forma de demonstrar seu arrependimento. Cada pessoa tem o seu jeito de lidar com as circunstâncias da vida.

Então, quando alguém coloca o outro numa situação constrangedora e fica muito incomodado com isso é sinal de que tem caráter e, sendo assim, vai procurar se desculpar ou fazer algo para reparar o dano cometido. Dessa forma, constrangimentos ou vergonhas precisam ser resolvidos no presente, não dá pra esperar o tempo passar e um dia você pedir desculpas por algo que já aconteceu faz tempo; só arrependimento e sinceridade não bastam, também é preciso ter prontidão para que se possam evitar maiores estragos. As coisas acontecem quando a gente não consegue evitar, às vezes, até por descuido, mas uma atitude de reparação sempre é o melhor caminho para preservar as pessoas em nossas vidas e resgatar a paz .

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