QUANDO A TRISTEZA SE TORNA DOENÇA

Estar triste não é a mesma coisa que estar deprimido. A tristeza não é doença, é um estado emocional transitório (você sabe o motivo) e desaparece naturalmente. Já a depressão é uma doença, desencadeada na maioria das vezes por perdas marcantes, que afeta o bem-estar e a felicidade do indivíduo; reduz sua capacidade de trabalho e a produtividade; compromete o corpo, o humor e o pensamento; rouba o interesse por tudo que antes lhe proporcionava prazer; provoca alterações no apetite e no sono; diminui a libido; provoca um desânimo profundo, cansaço e irritação; desperta sentimentos depreciativos, incapacidade de fazer escolhas e uma tristeza profunda inexplicável.  Embora a gravidade dos sintomas varie de pessoa pra pessoa, o portador do distúrbio depressivo convive, o tempo todo, com a sensação de vazio. Parece que caminha em direção ao nada… e pode passar a ter idéias de morte e suicídio.

As estatísticas sobre a depressão são terríveis: 350 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão; cerca de 20% da população do planeta terão pelo menos um episódio depressivo durante a vida;  a projeção da OMS é de que em 2020 a depressão perca apenas para as doenças cardíacas e o que é pior, a projeção para 2030 é de que seja a doença mais incapacitante de todas. Ah! As mulheres têm duas vezes mais chance do que os homens de desenvolver um quadro depressivo.

TUDO PARECE IRREMEDIÁVEL

Apesar de ser uma das doenças mais diagnosticadas no mundo é um quadro difícil de ser tratado porque falta ao paciente “forças” para reagir, tão grande é o seu sentimento de impotência, desespero e solidão. Além do que, ainda há muito preconceito e ignorância sobre o assunto: os próprios pacientes acham que a depressão é sinal de fraqueza e culpam-se muito por isso, quando, na verdade, a depressão envolve alterações neuroquímicas e tem fortes implicações genéticas, psíquicas, emocionais e sociais.

Apesar de ter um forte componente hereditário, ninguém está livre de vir a fazer um quadro depressivo. Na verdade, a grande dificuldade das pessoas entenderem a doença é a de que os sintomas mostram-se aparentemente desproporcionais em intensidade e duração aos fatos que o provocaram. Entender  todo o processo da doença é necessário e fundamental para que a pessoa procure ajuda especializada (médica/psicológica). Fique atento!

DESESPERANÇA QUANTO AO FUTURO

O sofrimento do indivíduo deprimido é tanto que se torna muito difícil para quem nunca teve um episódio depressivo compreender completamente seus efeitos. Familiares e amigos podem ajudar bastante no tratamento: devem ser compreensivos, mas firmes: Incentive para que ele se alimente; cuide de sua higiene pessoal; saia de casa, se movimente, faça alguma coisa e não fique na cama o dia inteiro.

Ajude-se! Pratique exercícios físicos diariamente; consuma frutas e verduras frescas e beba bastante líquido. Pegue sol; elimine estimulantes (café, refrigerantes, chocolate); evite excesso de informações e lugares com muita gente, mas procure não ficar sozinho; não fume e nem consuma bebidas alcoólicas; pratique ioga e meditação; não tome grandes decisões e nem espere demais  de si nesse momento. Não pense que a depressão vai passar de um momento para outro, porque não é isso que vai ocorrer. A ciência avançou bastante e dispõe de recursos que permite que o paciente mantenha o controle dos sintomas e volte a exercer suas atividades, ocupar vazios e trazer o afeto e o prazer de volta para sua vida. Com a ajuda de medicação e terapia você vai perceber que essa tristeza, que parece sem fim, vai diminuindo e que você pode recuperar a alegria e o prazer de viver.

Post Tagged with

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.