QUAL O PAPEL DOS AVÓS?

Betina chegou no primeiro dia de agosto e inundou a vida da nossa família de amor e alegria. Com o nascimento da Melina, irmã de Betina, hoje com cinco anos, eu aprendi que o amor de avó é diferente, é mais açucarado. O passar dos anos modifica a nossa forma de ver o mundo e nos ensina a lidar diferentemente com as circunstâncias da vida, mas, precisamos ficar muito atentas(os) ao fato de que não podemos desrespeitar a autoridade dos pais, nossos filhos.

Assim como aconteceu com a gente, quando viramos mães, a tarefa de educar os filhos, de impor limites e de estabelecer normas e valores deve ser dos pais. Os avós devem procurar seguir as orientações dadas por seus filhos a seus netos e não modificar as regras do jogo quando as crianças estiverem em sua casa: se o estabelecido pelos pais é que a criança não coma determinada coisa ou não fique até tarde assistindo a desenhos animados, cumpra! Essa história de que os pais educam e os avós, como são pais açucarados, deseducam prejudica e muito as crianças.

 Sabemos que existem diferenças entre as normas de funcionamento entre casas, mas orientações e valores da casa dos pais precisam ser respeitados, sempre que possível. E se você não concordar com a forma com que seu neto ou neta está sendo educado(a), converse com seu/sua filho(a), explique-lhes seu posicionamento, dê sua opinião numa conversa reservada com eles, preferencialmente, nunca na frente das crianças – é claro que nos casos de violência física, assédios e desqualificações você pode intervir, tentando fazer parar o gesto abusivo.

A situação fica um pouco mais difícil quando existem diferenças acentuadas na forma de educar entre pais e avós. As crianças, que de bobas não têm nada, não perdem a chance de tentar tirar proveito disso, desde que seja interessante para elas: “é, mas na casa da vovó eu posso tomar café na cama e comer o que eu quero”. Quando as crianças tentarem usar essa diferença de funcionamento entre as casas como argumento para a permissividade, posicione – se: “os pais somos nós e as regras que valem são as nossas!”

Voltando à história dos avós, vamos ter consciência e procurar não criar conflito quando do retorno da criança à rotina da casa dos pais. Avós não são para estragar, mas sim para ajudar a cuidar e amar sem pressa. Quanto aos pais, se algo os está incomodando na conduta de seus familiares e isso estiver interferindo na educação que dão aos seus filhos, conversem com eles e expliquem os prejuízos que isso causa na vida das crianças. A conversa é sempre o melhor caminho!

Quanto a mim, a partir do nascimento da Melina e da Betina, tenho aprendido tanta coisa e procurado me tornar uma pessoa melhor; espero ser para elas referência de amor, colo, carinho e aconchego, respeitando imensamente a autoridade da Carol e do Fabrício. Também espero contribuir   para que elas sejam pessoas amorosas, que aprendam a respeitar as diferenças e que contribuam, no futuro, para a construção de um mundo mais humano, mais justo e mais igualitário. Feliz vida à Betina e à Melina! Vovó Zildinha ama absurdamente vocês!

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