OBESIDADE INFANTIL

 Nas últimas décadas, a obesidade infantil aumentou de forma alarmante no mundo todo. No Brasil já é um dos principais problemas de saúde pública. Os dados são assustadores: 33% das crianças na faixa etária de cinco a nove anos estão acima do peso, sendo que 15% delas são consideradas obesas (com excesso de gordura no organismo). Estima-se que em 2025 a obesidade infantil atingirá 11,3 milhões de crianças, em nosso País. O quadro é muito grave, pois  uma criança obesa tem 80% de chance de tornar-se um adulto obeso.

A situação requer de nós máxima atenção, pois a obesidade está associada a muitas doenças crônicas como a pressão alta e diabetes tipo 2. Além disso, pode acarretar problemas na coluna, nas articulações e colesterol alto. Esta condição, por sua vez, podem gerar baixa autoestima, exclusão social e tornar as crianças mais vulneráveis ao bullying.

As causas da obesidade estão relacionadas a problemas genéticos e ambientais que, muitas vezes, são predominantes.. Com as mudanças do estilo de vida em decorrência  da modernidade, hoje as crianças utilizam em excesso o  celular para vídeos e jogos,  assistem mais televisão e se locomovem de carro. Brincadeiras ao ar livre praticamente não existem mais  e isso provoca um desequilíbrio entre as calorias consumidas e as calorias gastas ao longo do dia.

De um modo geral, as crianças estão comendo mais e se exercitando menos. Como agravante temos, além da quantidade,  uma alimentação inadequada, onde salgadinhos, sanduíches e refrigerantes terminam substituindo uma refeição saudável. É muito preocupante sabermos que   32,5%  das crianças com menos de dois anos consomem refrigerantes e outras bebidas adoçadas. Precisamos ensinar e envolver nossas crianças em brincadeiras em que elas se movimentem, tenham mais contato com a natureza e interajam com outras crianças. Eu ainda guardo lembranças de como “a nossa canção de roda, tinha nada e tinha tudo, como a voz dos passarinhos! (mas que será que dizia?!)”, como bem falou o poeta Quintana.

Hoje, além de quantidade excessiva,  as crianças consumem alimentos de péssima qualidade. Mas, com quem elas aprenderam a comer mal? Quem as autorizou a agir assim? É necessário fazermos um exame de consciência e chegar à triste constatação de que fomos nós ! Como pais, devemos servir de exemplo e também educar nossos filhos para uma vida saudável. Acontece que, em razão do ritmo acelerado do nosso dia-a-dia, as refeições das crianças, muitas vezes, ocorrem na nossa ausência e durante o uso do celular, do tablete ou da TV. É muito importante que estejamos presentes em, pelo menos, uma das refeições, para que possamos controlar e orientar nossos filhos sobre a importância de se comer bem.

Para se superar a obesidade infantil, a família precisa assumir o desafio de adotar novos hábitos de vida. Na maioria das vezes, uma alimentação saudável, a prática regular de atividades físicas e sono de boa qualidade (as crianças estão dormindo tarde e descansando pouco, o que tende a desregular os hormônios que controlam a fome e a saciedade) evitam a obesidade. Lembre-se: o controle alimentar começa no supermercado.

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