O oportunista não dá ponto sem nó!

Existem pessoas que se conduzem pela vida sempre procurando “se dar bem”. Suas ações são baseadas nos benefícios que poderão obter; seus interesses são momentâneos e circunstanciais; os outros só tem importância quando representam possibilidades de vantagens pessoais  para elas; não demonstram preocupações com princípios e valores morais (o que representa uma falha de caráter…). Alguém assim é identificado como oportunista e mau-caráter.

Essas pessoas funcionam de forma estratégica e sedutora. Num ambiente de trabalho podem até distribuir simpatias no início, mas depois que conseguem mapear as relações de poder e estabelecer “amizade” com quem possa lhe ser útil, as demais pessoas deixam de ter importância. Nos relacionamentos afetivos o padrão se mantém: procuram se aproximar de pessoas que tenham uma boa situação financeira e, se forem carentes e solitárias, melhor ainda, pois assim ficam muito mais vulneráveis ao assédio de quem se mostra tão carinhoso, disponível e apaixonado.

O amor é generoso

Nós funcionarmos num sistema de auto-referência, por isso, quando escolhemos um parceiro amoroso, validamos a imagem que temos de nós mesmos. Assim, quando as pessoas se apaixonam costumam ser generosas e se empenham em realizar os desejos dos seus parceiros (as mulheres principalmente) e assumem o cuidar do outro como um compromisso de amor e de felicidade.

E quando a diferença de idade entre o casal é grande, o parceiro que detém o poder financeiro se sente feliz em poder propiciar ao outro coisas que ele nunca teve (igualzinho como se faz com um filho), como uma forma de agradecimento e recompensa por toda a felicidade que está vivendo. Acontece que, a cada concessão, o desejo de obter mais benefícios aumenta e, além das insinuações do “quando eu puder eu vou comprar pra mim…” começam os pedidos de empréstimo para sanar algumas situações emergenciais, acompanhados do discurso de que se sente constrangido com aquela situação e de que vai pagar cada centavo do dinheiro recebido. Quando os pedidos se tornam excessivos e você passa a se sentir “usado(a)” e tenta brecar ou diminuir o investimento financeiro no parceiro(a), ele se mostra ofendido(a), humilhado(a), se afasta e ameaça com o rompimento da relação, muitas vezes garantindo com isso que a situação permaneça, pois esse é o preço a ser pago por manter alguém oportunista em sua vida.

O medo de parecer mesquinho

Embora isso tudo possa parecer enredo de novela mexicana, também acontece na vida real e com uma freqüência maior do que você imagina. Qualquer um de nós pode se envolver numa situação em que se sinta explorado(a) ou usado(a) por um parceiro(a), parentes ou amigos e, às vezes, custamos a perceber  o que está acontecendo pelo receio de ser injusto(a) ou mesquinho(a) com o outro.

Nas escolhas afetivas de nossas vidas, seja de amor ou de amizade, revelamos o que julgamos merecer. Fique atenta aos oportunistas que cruzarem o seu caminho e proteja-se, logo que os primeiros sinais de abuso e exploração apareçam. Na dúvida, busque por suas respostas internas, valide sua experiência de vida, siga sua intuição e não tenha medo de ver e perceber nos outros, mesmo que sejam pessoas próximas e queridas por você, condutas oportunistas. A qualidade dos vínculos afetivos dependem de escolhas saudáveis e, com certeza, as pessoas que se comprometem somente com o seu próprio benefício não conseguem estabelecer um vinculo  saudável com ninguém. Aprenda a se proteger e a desatar os nós que apareçam em sua vida.

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