O NATAL DA ESPERANÇA.

Mais um natal está chegando! As lojas (as que sobreviveram economicamente à pandemia) estão com as suas vitrines repletas de bonecos de Papais Noéis, renas, trenós, árvores coloridas, de luzes piscando, de sugestões de presentes… mas, o verdadeiro homenageado da festa continua não sendo lembrado. O objetivo do Natal é celebrar o nascimento de Jesus, ocorrido há tantos séculos, e nos mobilizar para o renascimento da esperança, do amor, da caridade, do perdão e da solidariedade em nossas vidas.

Tradicionalmente, nessa época do ano, as pessoas já se movimentavam em torno de marcar suas confraternizações, de organizar o amigo invisível, de comprar os presentes, de programar a ceia de natal e assim, a alegria reinava diante da possibilidade de encontrar parentes e amigos e com eles celebrar a reafirmação do amor, do acolhimento e do pertencimento a um grupo social. Inclusive, algumas pessoas tinham até dificuldade em cumprir uma agenda tão lotada de confraternizações.

E como fica o Natal em época de pandemia? Estamos todos desgastados, cansados, vivendo nossas dificuldades e perdas, mas o correto e necessário deve ser o de continuarmos aceitando os fatos apresentados pela ciência de que não podemos relaxar nos cuidados com a prevenção; dessa forma, a aposta mais segura seria não realizar as reuniões familiares mais amplas tão tradicionais nessa época e buscar outras formas de comemoração, realizando pequenos encontros familiares.

O Natal costuma ser uma festa barulhenta e colorida, onde os risos, as brincadeiras e a alegria se faziam presentes de forma especial. Este ano, mais do que nunca, precisamos celebrar a esperança e ela é silenciosa e serena. Precisamos acreditar que todo esse medo, essa angústia e essa aflição que estamos vivendo vão acabar, a pandemia vai passar desde que façamos a nossa parte; precisamos nos cuidar para que no próximo natal os familiares e amigos estejam vivos e presentes em nossa celebração natalina. A hora é propícia para que a gente pratique o recolhimento e o comprometimento com gestos de generosidade e solidariedade.

O melhor presente que podemos nos dar nesse momento é o de nos cuidarmos para que não adoeçamos. O melhor presente que podemos dar as pessoas a quem amamos é o de não transmitir o vírus para elas. Tenho percebido que não só os jovens, mas, muitos adultos estão esquecendo que o Natal não tem o poder de trégua diante de um vírus que já tirou tanta gente do nosso convívio e, estão relaxando com os cuidados necessários para a preservação da saúde.

Outros natais virão e precisamos estar vivos para poder celebrá-los da forma que gostamos e desejamos: com muita gente ao redor, com muitos beijos e abraços, com trocas de presentes e com muito riso, muita alegria e muito barulho. Este ano precisa ser diferente! Para as pessoas que perderam familiares e amigos, que Deus conforte seus corações (eu perdi alguns amigos) e para todos nós, que esse seja o Natal da Esperança, do Amor, da Paz, da Caridade e da Solidariedade com o próximo.

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