O MEDO DE AMAR É O MEDO DE SER LIVRE

O medo e o amor são emoções básicas presentes na vida de todos nós. Amar e ser amado é um desejo de vida, mas muitos fogem do amor por medo de sofrer, de ser rejeitado, de ser abandonado, de ser magoado, de assumir compromisso, de não dar conta, de perder a liberdade… o medo de sofrer termina antecipando o próprio sofrimento e fazendo com que as pessoas aprisionem os sentimentos no próprio corpo. ”O medo de amar é o medo de ser livre para o que der e vier; livre pra sempre estar onde o justo estiver”.

É incrível que muitas pessoas acreditem que podem evitar o sofrimento se fechando, se protegendo dos outros e do amor. Pura ilusão! O sofrimento também faz parte da vida. Na luta pela liberdade se conquistou uma maior liberdade sexual mas, em contra-partida, as pessoas se fecharam mais para o amor. Se tornou muito fácil fazer sexo, então por que se consumir com essa história de afeto, de amor? Porque sem amor não há liberdade e nem felicidade.

AMAR É ARRISCAR-SE

Amar é um imenso risco! Mesmo que você já tenha sofrido no passado com amores findos ou mal resolvidos, faça do sofrimento uma aprendizagem e siga em frente – vá onde seu coração mandar afinal de contas “o medo de amar é o medo de ter, a todo momento, de escolher, com afeto e precisão, a melhor direção”.

As pessoas que fogem do amor e não amam são prisioneiras em seu próprio corpo. São amargas e depressivas, não se cuidam, adoecem com freqüência, nunca estão satisfeitas com nada, se fixam no passado e estão sempre reclamando de algo ou de alguém. Quando não estão trabalhando se isolam em seu “mundinho particular”, fogem das pessoas e buscam o prazer nos livros, nos discos, computador (é menos ameaçador)… Trocar carinhos e afetos, nem pensar! Que pena, essas pessoas estão fadadas a solidão ou a viverem relacionamentos frios e sem emoção. Para amar, é preciso curar as “feridas emocionais do passado” e rever posturas e atitudes, pois amar é um ato de felicidade e não de sofrimento. Mas, para amar, é preciso amar-se. A prática do amor começa dentro de nós, com uma atitude de auto-aceitação – ao não se amar você se perde de você, do outro e da possibilidade de viver o amor.

 PERMITA-SE VIVER

Amar é compartilhar a vida e a intimidade com outra pessoa; é uma “troca profunda de qualidades”; é um jeito de ser e estar no mundo; é abrir a alma e o coração; é viver afinidades e criar possibilidades; é a personificação de nossos desejos mais secretos; é um vínculo profundo entre duas pessoas. Não adianta procurar pelo amor, ele não está a nossa disposição quando nós queremos – ele acontece. Mas para amar é preciso primeiro se amar, se aceitar com todas as suas contradições e fragilidades e também perceber e aceitar o seu parceiro com suas qualidades e defeitos. Divida com ele necessidades e desejos, mas não delegue a ele a responsabilidade pela sua felicidade. “O medo de amar é não arriscar, esperando que façam por nós o que é nosso dever – recusar o poder”.

Demonstre e declare seu amor a quem mereça ser amado por você. Se não houver correspondência você pode desistir e continuar pela vida amando, desamando, amando… se descobrindo, amadurecendo e crescendo. Garanta o seu direito a viver um amor mais verdadeiro e profundo. Como dia 12 é dia dos namorados, um brinde ao amor como uma exigência da felicidade; um brinde aos enamorados e acima de tudo, um brinde especial ao amor mais importante de nossas vidas – o amor que temos por nós mesmos. Tim Tim!

PS: Obrigada, Beto Guedes e Fernando Brant pela carona da música.

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