O alcoolismo é uma forma lenta de suicídio

Depois de um dia estressante de trabalho, onde tudo é sempre tão urgente, você tomar um drinque, deve ser extremamente prazeroso e relaxante. Mas, esse hábito deixa de ser saudável a partir do momento em que você só consegue relaxar bebendo, e cada vez mais, ao ponto do consumo de álcool tornar-se excessivo. Aí, você passa a ter um problema, e sério!

O álcool é a droga lícita mais consumida no mundo (mais de dois bilhões de usuários). O uso sem controle do álcool provoca o alcoolismo, uma doença progressiva, que atinge cerca de 15% da população mundial e ocupa a triste estatística de ser a 3ª causa de morte no mundo. Normalmente, o alcoolismo leva vários anos para se instalar, por isso a pessoa custa a perceber que o seu desejo de beber se transformou em necessidade; que precisa beber cada vez mais para obter os mesmos efeitos, que  já perdeu o controle sobre a bebida e não sabe e nem consegue mais parar. De nada adiantam os apelos e súplicas da família e dos amigos para que pare de beber, pois já perdeu o autocontrole, as inibições desapareceram e a partir daí fica inconveniente, arruma briga, dá vexame, se expõe ao ridículo e envergonha quem está ao seu lado. Depois da bebedeira vem a falta de lembrança do que aconteceu, o remorso, a culpa, o humor depressivo e a promessa de que nunca mais vai colocar uma gota de álcool na boca.

O álcool é a droga do esquecimento

Alguns comportamentos denunciam que a pessoa tornou-se um dependente químico: não consegue decidir o quanto vai beber, pois perdeu o controle sobre a bebida; costuma negar a doença e, quando admite que bebeu, relata que bebeu muito menos do que  de fato bebeu; “se acha” resistente à bebida e não se dá conta do quanto vem aumentando as doses; no dia em que não bebe sente falta do álcool e fica ansioso e irritado; sempre encontra uma justificativa e um motivo para beber; os programas só se tornam interessantes se a bebida se fizer presente… e assume um discurso onipotente de que para de beber a hora que quiser. Quanta ilusão! Na verdade, não perdeu só o controle sobre a bebida, perdeu também o controle sobre a sua vida cotidiana.

O alcoolista é capaz de fazer qualquer coisa para conseguir beber: mente, seduz, ameaça, rouba, faz acordos, chantageia, agride… Alguns chegam a ficar violentos se alguém tentar impedi-los de beber. O alcoolista se destrói e desestrutura sua família, que adoece junto com ele.

O primeiro gole

O alcoolismo é uma doença que atinge não só a vida do usuário (saúde, trabalho e relações sociais) e de seus familiares, mas também de outras pessoas, que apesar de não terem nada a ver com o problema sofrem as conseqüências do abuso de álcool, sendo vítimas de acidentes de trânsito (35.000 pessoas morrem anualmente vítimas do abuso de álcool) ou homicídios…

O alcoolista precisa parar de beber. Não existe a menor possibilidade de ele aprender a beber socialmente. Ele será para sempre um dependente químico que, se não resistir e tomar um primeiro gole, terá uma recaída e todo o ciclo será reiniciado. A recuperação só começa quando ele se compromete com a abstinência total e com o tratamento que inclui psicoterapia associada à medicação; além disso, participar das reuniões do AA (Alcoólicos Anônimos) ajuda bastante. A recuperação pode levar tempo e deve incluir a família que também precisa se tratar, pois adoece na convivência com o alcoolista, tornando-se  co-dependente do álcool. Com o apoio de todos e com seu empenho pessoal, o alcoolista em vez de continuar se matando lentamente, poderá ter “na vida um bom motivo pra sonhar” e aprender fazer a vida valer a pena.

 

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2 Responses so far.

  1. Samir disse:

    Eu ganhei o Castelo de Vidro de uma amiga c9 engrae7ado como a Jeannette coegusne lidar com o egoedsmo e a vaidade da me3e, o que, na minha vida, sempre me abala Ne3o consigo entender, compreender, como uma me3e (que deveria ser aquele ser sublime, aquele ser do amor incondicional) pode ne3o olhar por seu filho, ne3o ver as necessidades, ne3o se dispor a mudar, evoluir Eu fico revoltada, triste mesmo!Mas, por outro lado, ela tinha o pai que apesar de louco olhava por ela, a alimentava de amor E, na minha vida, tb e9 assim meu pai ne3o e9 louco, mas tem suas dificuldades, o que nunca o impediu de olhar por mim, me amar com toda fore7a do seu corae7e3o Sabe eu amo a minha me3e e sempre espero receber dessa palavra tudo o que ela pode dar Ne3o sei se eu sou boba, se eu espero muito, mas e9 uma coisa que vem comigo e muitas, muitas vezes me decepciono Sei-le1 poderia existir um reme9dio p/ suprir isso eu ainda ne3o encontrei

  2. Sydney Rocha Junior disse:

    Faz 5 meses que não ponho uma gota de álcool no organismo. Estava demais, tinha dia em que sozinho sem mistura, consumia 3 litros de Smirnoff ou baykaly, vodka búlgara mais alcoólica do que a russa. Estou com 57 anos e pretendo não mais consumir. Se Deus me ajudar.

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