NO MAIS, ESTOU INDO EMBORA!

 

Uma das decisões mais difíceis na vida costuma ser a de terminar um relacionamento que tenha sido significativo para a pessoa, mesmo que o companheiro tenha cometido um delito que você considere grave, como a descoberta de um relacionamento paralelo ou atos de violência física e psicológica contra você ou contra terceiros. É claro que tudo vai depender das circunstâncias envolvidas nessa tomada de decisão, no fato acontecido, na postura do seu parceiro (se ele assume a responsabilidade pelo que aconteceu, se ele nega, se a acusa, se se mostra arrependido e disposto a mudar), nos seus valores e princípios, nas suas emoções e sentimentos, na cobrança dos familiares e amigos e, em última instância, no que você dá conta de viver, nesse momento.

Em qualquer circunstância, não é nada fácil terminar um relacionamento amoroso. No caso de uma traição, na hora da raiva, movida pelo sentimento de rejeição, você briga, xinga e manda embora, mas o pior é conviver com o depois, com a ausência, com o sentimento de fracasso, com sonhos sem possibilidades de concretude, com planos desfeitos, com a culpa (onde foi que eu errei?) e com uma realidade que pode lhe parecer absurdamente desfavorável e sem perspectivas futuras. Será mesmo?

UMA SEGUNDA CHANCE

Errar é humano! Em princípio, qualquer um de nós pode cometer um deslize, uma falha ou um erro, mas mesmo você passando por um momento de muita turbulência emocional, para você poder avaliar melhor a gravidade da ocorrência, tente levar em conta a frequência, a duração e a intensidade do fato acontecido, pois esses fatores devem ser balizadores de sua decisão. Assim, a possibilidade de haver uma segunda chance oferece  ao casal a oportunidade de superar o sofrimento e resignificar o fato acontecido, dando chance ao outro de se reposicionar e mudar de postura e a você a certeza de que esgotou as suas possibilidades.

Recomeçar é possível desde que ainda exista o respeito entre vocês, desde que ambos estejam comprometidos com o desejo de superar o que aconteceu e viver em paz e desde que  não façam coro para música que diz “eu quero ter a vida inteira pra fazer besteira e você perdoar”. A certeza do perdão do outro, a “impunidade”, não faz ninguém mudar de postura, muito pelo contrário, reforça a crença de que ele pode continuar “errando”, pois já sabe o que vai acontecer: você vai fazer um escândalo, vai passar uns dias com raiva e depois vai acolhê-lo em seus braços.

ENFRENTAR A DOR DO ROMPIMENTO

Desde que as brigas entre um casal não envolvam agressões físicas (não se permita permanecer num relacionamento em que você é agredida e humilhada), a possibilidade de uma segunda chance deve ser considerada. Porém, quando a situação acontece mais de duas vezes, já mostra que dificilmente vai haver mudança na conduta do seu parceiro e na sua também; quando o ciclo do eu erro- você perdoa se instala em um relacionamento amoroso e isso traz muita dor e sofrimento para um dos parceiros é hora de buscar ajuda profissional a fim de que a pessoa possa entender porque ela escolhe ser infeliz e, a partir dessa compreensão criar forças para enfrentar a dor do rompimento.

Quando o desamor se instala na vida das pessoas é impressionante como elas só vivem impossibilidades e, mesmo que a vida torne-se uma sucessão de desgostos e fracassos, o medo de ficar só consegue ser ainda mais apavorante do que a infelicidade e assim, o menor dos prejuízos lhes parece ser permanecer na relação, pois antes mal acompanhadas do que sós. Alguém que pensa assim desistiu de todos os seus desejos e sonhos.

Viver em paz não tem preço! Portanto, não tenha medo de recomeçar, pois “Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outras pessoas. E outras coisas… “(Clarice Lispector). Acredite nisso!

 

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