NÃO SE CHUTA CACHORRO MORTO!

É impressionante como há pessoas que perdem o seu tempo e gastam a sua energia criticando e falando mal de outras com quem, sequer, tenham a mínima intimidade, ou às vezes até nem as conhecem e que nunca lhe fizeram qualquer mal. Essas pessoas agem assim pelo simples prazer de desqualificar e denegrir a imagem dos outros, pois parece que só assim conseguem se sentir bem. E, neste caso, nem estou tratando de fofoca (especular sobre a vida alheia) e sim de maldade mesmo (ruindade, perversidade, crueldade…), de desejo de provocar danos à outra pessoa. Essa atitude se torna ainda mais grave quando o ofendido é uma pessoa de caráter e não cometeu nenhum delito grave, embora possa ter errado, pisado na bola, escorregado e caído.

Quando alguém reage e revida a algum tipo de ofensa ou agressão recebida, falando mal ou até mesmo espalhando inverdades a respeito do outro, isso pode até não ser politicamente correto, e não o é, mas pelo menos a pessoa tem um motivo, sentiu-se magoada, traída e se acha cheia de motivos para se vingar do outro que a fez sofrer. Mas, se a pessoa tem caráter, mais ali na frente, quando a mágoa e a raiva diminuírem, ela irá se arrepender profundamente da sua conduta, envergonhar-se do que fez e provavelmente deixará de criticar e falar mal do outro.

CORREÇÃO FRATERNA

Quando a crítica é construtiva, o objetivo é o de ajudar o outro a rever a sua conduta, possibilitando-lhe tornar-se uma pessoa melhor e assim redirecionar sua vida. Esse é um gesto de generosidade e de preocupação com o outro. Correção fraterna é isso: interessar-se sinceramente pelo outro, importar-se com o que possa acontecer com a vida dele e tentar ajudá-lo para que ele possa dar um novo rumo a sua caminhada.

Mas, independente do que possa ter acontecido, parece que algumas pessoas têm a necessidade de serem más, de destilarem veneno, sentindo prazer em denegrir a imagem do outro, prejudicando-o de alguma forma. Essas pessoas são as donas da verdade, intolerantes com as fraquezas alheias e respeito, perdão e compaixão são conceitos desconhecidos para elas.

EXERCÍCIO DA COMPAIXÃO

As pessoas que se destacam por suas habilidades, conhecimentos e sucesso costumam ficar mais expostas socialmente, sendo mais facilmente vítimas dos julgamentos dos paladinos da verdade e da moral. Mas, não importa se movidos por inveja ou raiva, diante da situação dolorosa do outro, desde que ele não tenha cometido uma falta que você e outras pessoas considerem imperdoáveis, tente exercitar a compaixão – compreender o estado emocional do outro e tentar ajudá-lo a aliviar o sofrimento.

No interessantíssimo filme CÓPIA FIEL, do diretor iraniano Abbas Kiarostami, a personagem vivida por Juliette Binoche, num diálogo com o seu parceiro de filme William Shimel, faz a seguinte reflexão sobre o amor e a vida: “se fossemos mais tolerantes com as fraquezas alheias, seríamos menos sós”. É verdade, as pessoas muito severas e críticas em seus julgamentos com relação aos outros, mais facilmente ficarão sozinhas, pois ninguém  conseguirá ser suficientemente bom para atender às suas expectativas e merecer receber a admiração, o respeito e o amor delas.

Diante do sofrimento e da dor de alguém, é mais provável que as pessoas com grandeza de alma e generosidade no coração tenham compaixão diante da tragédia pessoal, percebam que ela já está sendo punida pela vida e não sintam a necessidade de agredi-la moral e emocionalmente. Não se chuta cachorro morto! Concentre-se na sua vida e siga em frente.

 

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