“NÃO QUERO GUERRA, EU QUERO PAZ”.

 

E 2017 chegou trazendo os sonhos de um ano melhor, além de muitas promessas de investimentos pessoais – “Sonhei, que o mundo inteiro respirava paz. E era só isso que eu sonhava para nós, um tempo só de alegria, onde o amor reinava a cada amanhecer de um novo dia”; porém, com tantos episódios de violência acontecidos até mesmo na virada do ano, não tem como nós não ficarmos muito mobilizados com o aumento crescente da violência, da criminalidade e da intolerância que tem atingido nossa cidade, pois todo dia a gente tem conhecimento de algum amigo ou conhecido que foi assaltado, espancado ou morto. Tempos difíceis!

Paz no mundo é um desejo universal, mas para que isso aconteça é necessário construir um caminho onde, entre outras coisas, as pessoas sejam mais tolerantes umas com as outras e aprendam a respeitar as diferenças. Chega!   Não podemos mais aceitar como natural qualquer tipo de preconceito; as pessoas precisam ser respeitadas em suas particularidades e escolhas, pois só assim a gente vai poder ver “homens negros e brancos dando as mãos. Mulheres livres no Afeganistão. Mesa farta na Somália”. Também é necessário que a gente aprenda “que os deuses todos são iguais, que as línguas e as religiões se encontram em cada gesto de carinho em nós”.

A verdade é que a violência e a criminalidade têm atingido níveis insuportáveis.  Temos medo de ir para a rua! Responsabilizar o governos pelo aumento da criminalidade e exigir um enfrentamento com os bandidos,  a doção de leis mais rígidas, mais policiamento e até mesmo a eliminação física dos bandidos tem sido uma cobrança de muitos, só que isso não resolve o problema porque não ataca as causas. A história mundial está aí para mostrar que o caminho não é esse!

A criança não nasce bandida, torna-se bandida! As verdadeiras causas da violência são sociais e dessa forma precisam ser tratadas (sem igualdade ou inclusão social não resolveremos o problema da marginalidade). Assim, resolver o problema da criminalidade e da violência é algo que vai demandar muito tempo e vai exigir mudanças estruturais na sociedade, começando com o fato de que as crianças precisam ser acolhidas e ter direito a uma vida digna desde o seu nascimento e uma inclusão educacional e social continuada. Porém,  garantir a segurança da população é urgente e necessário!

Quanto a nós, também precisamos fazer uma reflexão sobre qual o nosso papel, enquanto cidadãos, nessa história. Precisamos olhar para dentro das nossas casas e perceber a forma como estamos educando nossos filhos (que valores morais e éticos estamos repassando para eles), como tratamos nossos parceiros e nossos empregados.  A prática é o critério da verdade e assim, a construção da paz deve começar a partir de uma atitude pessoal, através de ações educativas onde o verdadeiro exercício do amor, da empatia e da solidariedade deve começar na casa da gente e, a partir daí, englobar a sociedade como um todo.

Pois é, meu sonho  é o de um dia perceber que “meu coração amanheceu bem mais feliz, imaginando exterminar do meu país a intolerância, o preconceito e o rancor”, com a certeza de que “eu não quero guerra, eu quero paz, porque o amor remonta o que se desfaz. Não quero guerra, eu quero paz, perseverança e luta nunca é demais”.  Combater violência precisa ser uma tarefa de todos nós!

(tomei emprestados os versos da canção do amigo Marco André Oliveira, para poder falar de um sonho, que eu acredito precisa ser coletivo).

 

 

 

 

 

 

 

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