NÃO E NÃO!NINGUÉM DIVIDE O PARÁ!

No próximo dia 11 de dezembro nós, os eleitores do Estado do Pará, iremos às urnas para tomar uma decisão muito importante e que vai interferir na vida de todos nós: vamos decidir se concordamos ou não com a divisão do Estado do Pará com a finalidade de criar dois novos Estados – Tocantins e Carajás.

Caso a proposta dos “divisionistas” seja aprovada, o Pará terá seu território reduzido da seguinte forma: o Estado do Tapajós terá 27 municípios, 1,3 milhões de habitantes e 58% do território; Carajás ficará com 39 municípios, 1,6 milhões de habitantes e 25% da área do Estado e o Pará ficará com 86 municípios, 4,6 milhões de habitantes e com apenas 17% do território. Preste bastante atenção ao fato de que nós, neste caso, que representaríamos 64% da população, ficaríamos concentrados em apenas 17% do território paraense.

A QUEM INTERESSA A DIVISÃO?

Os grandes beneficiados com essa proposta são alguns políticos, que estão interessados em criar uma nova estrutura de poder e dominação. A criação de dois novos Estados traz como consequência a eleição de mais governadores, mais senadores e mais deputados, sendo necessário montar toda uma estrutura administrativa de secretarias estaduais… e isso significa ampliar o poder de indicação e controle de cargos, o que garantirá mais mordomias, mais trocas de favores, mais enriquecimento de alguns… E o povo, aonde fica nessa história?

Uma parcela da população está sendo iludida com a propaganda enganosa de que a vida deles irá melhorar. Os divisionistas apregoam que os novos Estados terão recursos suficientes para promover e garantir uma vida melhor para todos. Quanta ilusão! Na verdade, os estudos econômicos apontam para o fato de que os gastos com a máquina pública podem inviabilizar a administração dos três Estados e que o dinheiro para bancar tudo isso vai sair do nosso bolso, pois o governo vai ter que aumentar os impostos para montar e manter as máquinas administrativas desses Estados. Assim, criar novas despesas só tende a aumentar a pobreza.

A FORÇA DA NOSSA CULTURA

No dia 28.09.2011, por ocasião do jogo de futebol entre as seleções brasileira e argentina, em Belém, nosso povo surpreendeu e emocionou a todos, quando após a pequena introdução da música do Hino Nacional brasileiro,  a banda parou de tocar, uma multidão de cerca de quarenta mil pessoas presentes ao estádio, de forma espontânea, continuou  cantando o Hino, numa clara demonstração de amor ao país e de união do nosso povo. Nós somos assim, emotivos e amorosos.

Um traço marcante de nossa cultura sempre foi o bem-querer pelo Estado e pelas pessoas – a gente pode falar mal e reclamar do que acontece por aqui, mas briga e xinga  quem venha falar mal do nosso povo e da nossa terra. Nossa cultura é marcada pelo afeto e pelo acolhimento; temos por hábito nos tratar por mano e cultivamos uma relação de parentesco com conhecidos e amigos, criando uma fraterna e amorosa rede de relações. Nós somos um povo que vive uma solidariedade fraterna e sempre acolhemos as pessoas em nossa casa, não economizando alma, carinho e aconchego.

Infelizmente, essa campanha divisionista já provocou estragos em nossa identidade cultural. Hoje, estamos divididos em dois grupos, os do sim e os do NÂO; já nos olhamos de banda; tendemos a ver as pessoas que vieram de fora como forasteiros e até esquecemos que muitos deles contribuíram e contribuem para o crescimento do Pará e também são contrários a divisão. Como cidadã, como alguém que acredita na verdade e se sente comprometida com a luta por melhores condições de vida para o nosso povo eu digo NÂO a essa proposta oportunista, que beneficiará apenas alguns. Não se deixe enganar. DIVIDIR NÃO É A SOLUÇÃO, E SIM  MAIS PROBLEMAS. No dia 11 demonstre seu amor por você, pela sua família e pelo Pará. Vote 55.

 

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