MUTIRÃO DO AMOR.

Vivemos uma realidade que mais parece ficção, são tantas as atrocidades e crueldades que estão acontecendo perto de nós que me pergunto: onde anda a nossa humanidade? Uma menina de 10 anos, era abusada pelo tio desde os 6 anos, engravida dele e a família consegue na justiça permissão para ela fazer aborto; casal mata grávida de 9 meses a tijoladas e arranca o bebe da barriga da mãe com um estilete; pastora evangélica manda matar o marido, também pastor, com a ajuda dos filhos; pastor evangélico é preso, acusado de comandar organização criminosa no RJ; Padre é investigado por suposta apropriação indébita, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e sonegação fiscal… A lista é muito grande!

 E o que é pior, os gestores da moralidade alheia e disseminadores da cultura do mal, se posicionam e incentivam a propagação da crueldade contra as vítimas, como no caso da menina que merecia ser acolhida e cuidada e não ser hostilizada, enquanto os que deviam ser julgados e condenados são defendidos nas redes sociais por quem compactua com eles. Chega de assassinatos, abusos, violência doméstica, crueldade com animais, preconceito e barbárie! É muito desrespeito com a dor dos outros! Precisamos nos posicionar e fazer alguma coisa!

  Pensando sobre o que fazer em relação a tanto desmando e violência, me veio a lembrança de um filme antigo, “A Corrente do Bem”, dirigido por Mimi Leder, em 2.000, em que um professor de Estudos Sociais passa uma tarefa para seus alunos: pensar em uma ideia que pudesse mudar o mundo e que fosse possível ser colocada em prática, e um dos seus alunos elabora um plano que desencadeia uma onda de bondade humana e vira uma corrente do bem.  Esse filme ajuda a resgatar nossa humanidade, pois conta uma história extremamente humana e de amor, e disso, estamos todos precisando.

As redes sociais precisam ser melhor utilizadas.  Segundo pesquisas, o Brasil é o país onde mais se acredita em fake News (a gente acredita no que gostaria que fosse verdade), mas é preciso que as pessoas se lembrem de que a internet não é um espaço protegido das regras jurídicas; a veracidade das informações precisa ser checada antes de serem passadas em frente. Podemos e devemos usar as redes sociais como um instrumento de denúncia e de cobrança de providência das autoridades constituídas, porém vamos trabalhar com a verdade.

Estamos todos nos embrutecendo e comentando como se fosse natural acontecimentos que deveriam merecer toda a nossa indignação e repúdio. Precisamos, de fato, nos comprometer com a construção de uma sociedade em que a violência, a intolerância, o individualismo, o preconceito, as arbitrariedades, os desmandos, a falta de caráter e a indiferença às necessidades e ao sofrimento das outras pessoas não tenham espaço.

Precisamos, urgentemente, fazer como no samba do Jorge Aragão, Mutirão do Amor, “Cada um de nós deve saber se impor. E até lutar em prol do bem estar geral. Afastar da mente todo mal pensar. Saber se respeitar. Se unir para se encontrar. Por isso, vim propor, um mutirão de amor… Saber que nem tudo é perdido. Se manter respeitado. Pra poder ser amado.”.

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