MUDAR É PRECISO!

A vida, esse espaço em movimento, é sempre pontuada por períodos de mudanças que representam fechamento e abertura de ciclos. Precisamos entender essas mudanças como possibilidades de renovação, um motivo a mais para que possamos ter um novo olhar para nós e para tudo que interfira em nossos desejos e possibilidades; porém, nem sempre é fácil fugir das armadilhas da repetição que faz com que a mesmice se instale e o medo da mudança ganhe força na vida da gente. É sempre bom fazermos uma pausa, pensar e respirar fundo para realinharmos nosso caminhar pela vida.

É nesse caminho em direção à mudança que precisamos de um tempo para que nossa adaptação ocorra. Assim, ficar triste ou com raiva quando alguma circunstância negativa interfere em nosso cotidiano, nos fazendo conviver com coisas desagradáveis é uma reação esperada e natural; agora, quando a reação se torna exagerada e desproporcional ao fato acontecido, chegando a comprometer o desempenho nas atividades no dia a dia, aí vira um transtorno e precisa ser olhado com muita atenção.

Estamos falando do Transtorno de Adaptação que diz respeito à funcionalidade das pessoas e à sua capacidade de se ajustar aos desafios e às circunstâncias da vida. Trata-se de um estado de desequilíbrio do funcionamento psíquico e orgânico do organismo, fazendo com que nosso corpo precise utilizar seus recursos psicobiológicos para poder enfrentar situações que exigam uma conduta de defesa e, dessa forma, lidar com algo que ameace sua homeostase ou equilíbrio interno.

O Transtorno de Adaptação costuma provocar muita angústia e debilita a pessoa por envolver sintomas emocionais e comportamentais. Você consegue identificar claramente o fator estressante (que pode ser a perda do emprego, a morte de um ente querido, o término de um relacionamento amoroso, problemas financeiros, uma mudança de cidade…), porém não consegue lidar de forma adequada com a nova situação, pois não dispõe de habilidades e recursos internos para superar dificuldades e incorporar o novo na sua vida.

Permanecer no sofrimento e não conseguir fazer um esforço para adaptar-se às novas situações da vida, com o objetivo de interagir de forma funcional às exigências de mudanças, agudizam os sintomas do transtorno, tais como: ansiedade, humor deprimido, comprometimento das atividades sociais e ocupacionais, desesperança, preocupação excessiva com o futuro, irritabilidade, falta de foco… É importante saber que o nosso cérebro consegue se moldar às circunstâncias do cotidiano graças à sua capacidade de alterar os circuitos neuronais já estabelecidos, fazendo com que se adapte às situações adversas.·.

Leon C”. Megginson, em 1963, ao apresentar a sua interpretação da ideia central de “A origem das Espécies” de Charles Darwin, cunhou a seguinte frase: “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”. Pense nisso, sempre, especialmente se estiver passando por um período difícil de adaptação, tente ver o que agrega valor na mudança e estabeleça critérios que sejam pontos de melhoria.

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