Mamãe, eu quero casar!

                               Casar, constituir uma família, montar sua casa e ter filhos continua sendo o sonho da maioria das mulheres. Sonhar com o vestido de noiva, a cerimônia na igreja, ouvir o “eu os declaro marido e mulher” e mais ainda o “até que a morte os separe”, a festa, as fotos, cortar o bolo… tudo isso faz parte do kit de desejo de consumo de um casamento e, como num rito de passagem, marcam uma mudança de fase da vida, alteram um papel social onde a mulher deixa de ser solteira e passa a ser casada, inaugurando assim um novo ciclo na vida dela.

No ritual da cerimônia do casamento, cada detalhe tem um significado muito especial na transmissão de valores e crenças, comuns aos membros daquele grupo. E todos os presentes sabem a sequência e operacionalização de cada detalhe: as pessoas se levantam para ver a noiva entrar na igreja, afinal de contas é na figura feminina que os detalhes das tradições são mais visíveis; e quando o pai beija a noiva e a entrega ao quase marido, com um olhar que se pudesse falar diria “cuida bem da minha filha; eu a estou entregando a você para que você a faça feliz”. Esse momento demarca o inicio oficial de uma vida a dois. Enfim, todos os desejos de um casamento giram em torno de um sonho de felicidade, acolhimento, lealdade, fidelidade e amor eterno (hoje, cada vez mais, “eterno enquanto dure”).

A escolha do parceiro

                               É, mas não adianta nada desejos, festas, rituais e sonhos se você não tiver escolhido a pessoa “certa” com quem dividir uma vida e, sem dúvida, essa é uma das escolhas mais difíceis que temos que fazer. Não é com qualquer pessoa que se partilha sonhos, angústias, afetos e felicidade e, com certeza, se a gente consegue se encontrar e ser feliz no relacionamento amoroso, viver torna-se deliciosamente mais prazeroso.

Mas, o encontro amoroso não acontece por acaso… muito menos a escolha do parceiro. Existe uma lógica na paixão que nem os enamorados conhecem e que nem sempre combina com o bom senso. A escolha amorosa tem uma trajetória inconsciente que vai sendo elaborada desde as primeiras relações afetivas na família onde o pai, além de objeto de amor é também modelo de identificação muito importante; assim, se a identificação com o pai for positiva acabamos buscando parceiros semelhantes a ele repetindo, com isso, a mesma história familiar, caso contrário, buscamos um parceiro que seja totalmente oposto a imagem que temos de nosso pai.

Eu quero mais é ser feliz

                               A principal meta do ser humano é ser feliz. Faça a sua parte e se empenhe na construção de um projeto pessoal de felicidade e se esse projeto inclui dividir a vida com alguém, saiba que, para ter um amor presente ao seu lado, a primeira coisa a fazer é refletir e decidir se você o aceita do jeito que ele é. Nada de casar pensando e apostando que ele vai mudar depois de casado, ou melhor, que você vai modificá-lo, vai “transformar o seu rascunho em arte final”.

Mas, saiba que nem tudo na vida são flores, o viver a dois faz com que a intimidade afetiva aumente e coisas que antes eram consideradas irrelevantes ou nem eram percebidas, passam a incomodar. O melhor é valorizar as afinidades entre vocês, pois é isso que solidifica uma relação e facilita ter uma vida onde o aconchego, a fantasia, o encantamento e o amor se façam presente e permite com que você continue a ter vontade de andar de mãos dadas, olhar nos olhos, ficar de conchinha, beijar de forma apaixonada, abraçar encaixado, sentir desejo de fazer carinho, ser tolerante com as diferenças, enfrentar dificuldades… e ter bom humor pra viver as alegrias de uma vida a dois.

 

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