HAJA INFORMAÇÃO!

 

 

Todos os dias o nosso cérebro é bombardeado por uma quantidade absurda de informações.  A todo o momento necessitamos lembrar de alguma coisa: senhas (e são tantas, pois a gente não pode utilizar a mesma por uma questão de segurança); prazos; datas importantes; providências do cotidiano; compromissos; o nome de pessoas – e ainda tem os que insistem em nos perguntar,” você lembra-se de mim”? Bem que as pessoas podiam nos poupar de constrangimentos e facilitar a nossa vida nos dizendo logo de onde as conhecemos; e mais ainda, precisamos tentar resgatar na memória as informações que sejam necessárias na hora de fazer uma escolha ou tomar decisões. É muita coisa pra lembrar!´

Quando alguém reconhece que tem boa memória, muito provavelmente, essa pessoa é alguém que estimula a sua memória, pois a capacidade de lembrar-se das coisas está diretamente vinculada ao uso que fazemos de nossa memoria e dos estímulos que usamos para armazenar a informação. Prestar atenção a uma coisa de cada vez e escolher o que é mais importante, o que vai fazer a diferença pra gente, o que precisa ser lembrado é uma boa dica para se memorizar uma informação.

NOSSA MEMÓRIA É SELETIVA

Se a gente lembrasse de tudo que acontecesse na vida da gente, se a nossa memória não fosse seletiva, a gente enlouqueceria, pois não há espaço no nosso cérebro para guardar tanta informação. O tempo todo, mesmo sem nos darmos conta, estamos selecionando dados e abrindo espaço em nosso cérebro para novas informações e aprendizados. Receber a informação, memorizar e aprender fazem parte de um mesmo processo cerebral e determinam o nosso caminhar na vida. Assim como a memória precisa ser exercitada, o aprendizado depende de prática.

Muita gente se queixa de que na vida tudo ficou urgente, que elas não podem perder tempo e vivem angustiadas com o excesso de informações e, acham que pra ter sucesso elas precisam ficar plugadas a tudo o que acontece. Essas pessoas transitam freneticamente pelas redes sociais, vivem cercadas de equipamentos eletrônicos e acabam viciados em tecnologia: não importa onde estejam ou com quem estejam, elas não conseguem desgrudar dos celulares, pois estão o tempo todo checando e-mails e circulando pelas redes sociais pra saber o que está acontecendo. É sempre bom lembrar que é no encontro com o outro que a gente cresce e se transforma e que nada substitui a interação presencial.

A EMOÇÃO FAZ TODA DIFERENÇA

Você pode estar se perguntando, então, o que determina quais fatos, situações, detalhes ou informações serão lembrados por nós e quais serão esquecidos? Via de regra, o que determina o que vamos guardar em nossa memória, o que vai ficar em nossa vida como estória é determinada pela emoção que esse fato ou acontecimento mobilizou em nós. O que nos emociona nós lembramos e isso funciona tanto para os acontecimentos felizes e prazerosos, como para os episódios que nos marcam pela dor e pela tristeza; a verdade é que o que é importante fica memorizado e vira lembrança.

Assim, se a gente se empenhar em produzir felicidade, em criar momentos muito agradáveis em nosso dia-a-dia, em priorizar informações que acrescentem valor a vida da gente, em procurar conviver com pessoas bem humoradas e proativas com relação à vida, a viver no tempo da delicadeza nós estaremos nos vinculando às emoções que garantem lembranças agradáveis para nós. E como bem diz o escritor Carlos Cony “A memória é ancora e luz; é ancora porque amarra você, mas, é luz porque ilumina tudo, e não ilumina só o passado, mas, também o presente e o futuro”.

 

 

 

 

 

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