FELIZ RECOMEÇO!

 

É fato, apesar do número de divórcios aumentar a cada ano, as pessoas continuam casando, e muito. As estatísticas demonstram que o casamento entre solteiros, ou seja, primeiro casamento de ambos contabilizam 78,2% e representam a condição civil da grande maioria, mas as pesquisas também revelam que nos últimos 10 anos, a proporção de pessoas que se separaram e casaram novamente saltou de 13,4% para 21,8%%, contabilizando um aumento de 8,4% do total das uniões formais. Pois é, sem medo do passado, as pessoas continuam dando uma nova chance ao amor e investindo numa vida amorosamente compartilhada.

O término de um casamento costuma ser um período de dor e sofrimento, especialmente para quem ouve do parceiro o “não”, que significa o fim da relação. Passado o período do luto, é natural que as pessoas invistam mais em si mesmas e passem a se cuidar mais (emagrecem, mudam o corte de cabelo, reformulam o guarda-roupa, se arrumam mais) e essa é uma forma de melhorar a autoestima; além disso, também investem em resgatar antigas amizades e conquistar novas, pois precisam de companhia para preencher um vazio existencial e para circular na vida. Na condição de separadas, as pessoas voltam a ficar disponíveis no mercado afetivo.

LIVRES PARA AMAR

Hoje, mais do que em qualquer outra época, as pessoas sentem-se mais livres para amar e para desamar. A decisão de ficar juntas depende mais do desejo delas do que de circunstâncias familiares e, sendo assim, quando uma cônjuge considera que não vale mais a pena permanecer naquele relacionamento, comunica ao seu parceiro o desejo de se separar e, como o outro pode ser pego de surpresa (percebe que algo está acontecendo mas não espera que o seu companheiro tenha coragem de acabar com tudo),  na maioria das vezes, não concorda com isso e tenta reverter essa decisão. Dificilmente o desejo de separação ocorre no mesmo momento para o casal e, se não tiver acontecido algo de muito grave na vida deles que justifique o término do relacionamento, provavelmente existe uma terceira pessoa compondo um “triangulo amoroso”.

A realidade demonstra que a maioria das pessoas só se separa se estiverem apaixonados por outra pessoa, que termina funcionando como “motivo” da separação. Muitas vezes, essa nova paixão tem vida curta, funciona como uma ponte, um apoio para que a pessoa tenha atitude de romper o relacionamento anterior que para ela, por motivos diversos deixou de ser prazeroso; poucas pessoas tomam a atitude de se separar porque sentem-se infelizes .Mas, como a vida segue, outros amores virão!

VIVER JUNTO

Todo mundo tem um passado e assim, por mais que você ou o seu parceiro já tenham vivido casamentos anteriores, saibam que cada relação é única e diferenciada, com características e funcionamentos próprios, portanto, essas histórias de ficar comparando o que você vive com o seu amor com os outros relacionamentos anteriores a ele (ele ia à festa com ela e comigo não) não ajuda em nada e ainda atrapalha (com certeza ele faz coisas com você que ele não fazia com ela). O foco produtivo deve ser na vida de vocês, no aqui e agora, em desejos, sonhos e planos pessoais e do casal.

Experiências anteriores podem servir para que vocês não cometam os mesmos erros, mas o que vai ajudá-los a viver a felicidade não são as comparações e sim a disposição de vocês  se olharem, e caminharem na mesma direção. Olhe amorosamente para o seu parceiro, tente entender seus momentos, dificuldades, desejos e crie oportunidades para que vocês exercitem a cumplicidade e vivam as afinidades. Tem um poema da Zerca Moreno que traduz de forma terna uma vida compartilhada “Você, eu, nós, os dois vamos viver”. É isso!

 

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