EU SEI O QUE VOCÊ FEZ NA NOITE PASSADA

Se você bebe, já lhe aconteceu de acordar sem saber responder a pergunta: o que é que eu fiz na noite passada? Você não consegue se lembrar de nada, ou melhor, lembra apenas de quando chegou no bar com seus amigos e começou a beber. A sensação de não lembrar e não saber o que fez é terrível! A partir daí você passa  se questionar será que eu paguei a conta ou alguém fez isso por mim? Quem me ajudou a chegar em casa? Será que eu fiz muita besteira? Fui desagradável ou briguei com alguém? Nessas circunstâncias, só lhe resta uma alternativa: ligar para um amigo de confiança que tenha estado com você no bar (e torcer para que ele tenha permanecido lá até a hora de você sair) para saber o que aconteceu.

O esquecimento nem sempre é uma desculpa para atitudes politicamente incorretas que alguém tomou. Muitas pessoas, realmente, não lembram do que fizeram na noite passada, depois de beber bastante. O seu cérebro entra em pane e ocorre um “blackout” – “episódios transitórios onde a pessoa perde a memória para eventos e comportamentos ocorridos durante o período de intoxicação”. Isso acontece porque o álcool atua nos circuitos cerebrais responsáveis pelo armazenamento dos acontecimentos recentes e você tem uma amnésia (falta ou falha de memória) alcoólica.

RESSACA MORAL

No dia seguinte você está péssimo! Além de uma ressaca física absurda (dor de cabeça, estômago embrulhado, gosto de cabo de guarda-chuva na boca…) ainda tem a ressaca moral (insegurança por não se lembrar do que fez). O ficar embebedado e com a sensação de “não sei mais se é o mundo que caiu aos meus pés ou ficou de pernas pro ar” freqüentemente ocorre quando, se bebe excessivamente.

As primeiras doses propiciam euforia e bem estar, mas quando a pessoa ingere uma grande quantidade de álcool rapidamente, principalmente se estiver muito cansada e sem se alimentar, fica intoxicada; o que não a impede de conversar ou realizar coisas, pois não perde a consciência dos fatos mas, após ficar sóbria, possivelmente não terá memória do que aconteceu. Esse blackout acontece com mais freqüência com alcoolistas crônicos, mas também pode acontecer com não-alcoolistas que tenham ingerido grande quantidade de bebida (principalmente as destiladas, com enorme concentração de álcool como o whisky, vodca, cachaça…). Por tudo isso, é conveniente não ultrapassar seus limites.

“SE NÃO ME LEMBRO, NÃO FIZ”

O álcool é a substância química mais consumida pela humanidade. Por ser uma substância psicoativa, sedativa, rebaixa o nível de consciência. Sob o efeito do álcool, você fica com a censura mais liberada e acaba dizendo tudo o que pensa, fazendo o que deseja, por não se dar conta de suas limitações. Isso pode ser desastroso!

Quem não está acostumado a beber, normalmente não acredita nessa história de amnésia alcoólica e acha que a memória retornará quando passar o porre, mas pesquisas indicam que as lembranças perdidas em situações de intoxicação alcoólica não irrecuperáveis. É sempre bom lembrar que, em qualquer circunstância, você é responsável pelas suas atitudes. Também, não vale pegar carona do porre para se justificar dos seus atos ou até mesmo alegar “se não lembro, não fiz”. Nem sempre a amnésia ocorre e quanto ao fazer, não dá pra negar, os outros são testemunhas. Se isso já aconteceu com você, tente não passar do seu limite novamente. Seja mais responsável com você e com os outros. E como diz o amado Chico “Muito embora indo embora, eu mesmo mentindo devo argumentar: sou a sobra do efeito cascata da vodca e desse luar”. Fique com o luar e beba com moderação.

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