ESTRESSADA, EU?

 

 

Mesmo que não se perceba, fica difícil negar as evidências de que, vai chegando o final de ano e as pessoas costumam ficar muito mais estressadas. Motivos não faltam: cansaço acumulado ao longo dos meses; preocupação com o resultado dos filhos na escola, provas finais, recuperação e vestibular; as correrias típicas desse período que antecedem as comemorações do Natal e do Ano Novo como a preparação das festas, a compra dos presentes, etc.; a falta de dinheiro para arcar com todas as responsabilidades trabalhistas e sociais que se avolumam nesse período, entre outras coisas. Na verdade, emocionalmente ficamos mais sensíveis no final do ano e mais suscetíveis às doenças e mazelas.

Reconhecendo ou não que se está mais estressada, as estatísticas estão aí para comprovar o quanto a população mundial padece desse mal: 90% da população global sofre as consequências físicas e mentais do estresse e pasmem, nós brasileiros, apesar da fama de sermos um povo alegre e festeiro, que adora samba, carnaval e futebol, ocupamos o segundo lugar na escala dos povos mais estressados do mundo (perdemos apenas para os japoneses). E mais, boa parte dessa sobrecarga física e emocional é originada no ambiente de trabalho, que cada vez mais está se tornando competitivo, tenso, pouco amistoso e produtor de doenças.

AMBIENTE X SAÚDE

Conviver em um ambiente acolhedor, amistoso, fraterno, colaborativo e no qual reine a paz é essencial para que se viva saúde e felicidade. Dividir espaço, tempo e vida com pessoas agressivas, negativas, briguentas e mal-humoradas é muito difícil, pois elas produzem um clima  pesado, hostil, onde as interações sociais diminuem em quantidade e intensidade e as pessoas adoecem com uma frequência maior – cerca de 60% das doenças são determinadas pelo nível de estresse e estilo de vida e, mais de um milhão de brasileiros, anualmente, se afastam do trabalho e recebem auxílio-doença em função disso.

Tédio e monotonia também são produtores de estresse. Quando a mesmice se instala na vida das pessoas o tempo se arrasta, as circunstâncias do cotidiano são vividas como uma sucessão de repetições, nas quais tudo ocorre na mesma sequência e de forma sempre igual, viver assim provoca muita insatisfação, irritação e desânimo; a sensação é de que falta alguma coisa pra que a pessoa sinta que a vida vale a pena. É como se a pessoa ligasse a vida no automático e as coisas acontecessem, como no samba do Zeca Pagodinho “Deixa a vida me levar, vida leva eu”.

MOTIVOS NÃO FALTAM

Não importa qual seja o motivo, se por sobrecarga de trabalho, tédio ou dificuldades da vida que façam com que a pessoa se estresse além da conta (uma pequena quantidade de estresse costuma ajudar as pessoas a se movimentarem e realizarem coisas), os sintomas são sempre os mesmos: diminuição do rendimento no trabalho; irritação; insatisfação; indecisão; julgamentos errados; desorganização; insônia; dificuldade de atenção, concentração e memória; diminuição do entusiasmo… De uma maneira geral, o estresse faz com que tudo o que antes era realizado com certa facilidade, se torne complicado e de difícil execução.

Então, a urgência da vida moderna com todas as suas circunstâncias podem ser motivos para que as pessoas se estressem, por isso precisamos estar muito atentos ao nosso movimento, à forma como lidamos com o que acontece na nossa vida. Assim, para mantermos a sanidade e garantir nossa saúde psicológica e o bem estar físico é preciso que nos cuidemos e o caminho é praticar exercícios físicos regularmente, dormir bem, ter uma alimentação saudável, aprender a relaxar, evitar o convívio com pessoas mal-humoradas e negativistas, garantir amplos espaços para o prazer, não se levar demasiadamente a sério, sonhar, realizar desejos e amar muito. Bom fim de semana a todos!

Post Tagged with

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.