ERA UMA VEZ…

Nas lembranças que você tem da sua infância, constam o fato de que sua mãe, seu pai ou outra pessoa contavam estórias pra você? Se contavam, que estórias infantis povoavam a sua imaginação e a sua vida? Você pode estar se perguntando, que importância isso tem? Então, de um modo geral, as estórias representam uma importante contribuição na formação da estrutura emocional das crianças, ajudando-as a lidar com medos e ansiedades, também oportunizam um momento lúdico de interação, de atenção, de troca de afeto e estimulam o gosto pela leitura.

As estórias sempre se reportam a algo que já aconteceu – daí o era uma vez – e sendo assim protegem as crianças do medo, pois se trata de algo que pertence ao passado e, com o adulto por perto, ela se sente segura para ouvir sem temor. E quando eles gostam muito da estória? Eles pedem pra repeti-la várias vezes e, se a gente se enganar e trocar algum fato, às vezes até um detalhe, eles nos corrigem na hora, pois as mudanças podem representar a possibilidade de que se altere também o final da estória e isso pode ser sentido como uma ameaça por eles.

FRAGMENTOS DE MEMÓRIA

Um recurso que os pais costumam lançar mão para conseguir que os filhos façam as coisas ou mudem alguma conduta é criar estórias que tragam no enredo ou uma dificuldade vivida pela criança, por exemplo, o filho não come direito e eles criam uma história em que o menino não comia e era sempre o mais fraquinho da escola, o que chegava por último, o que perdia nas competições, o que não dava conta de se defender, muito diferente do que acontecia com o menino que comia direitinho. Ou aproveitam para transmitir algum valor moral e ético mostrando a vantagem de ser leal, respeitar às diferenças, praticar a generosidade, a caridade… As crianças não só se reconhecem nas estórias (parece eu, né mãe?) como relatam momentos que ilustram o que está sendo dito.

Estimular a atividade de leitura desde cedo é muito importante para a formação do hábito de ler e do interesse pelo conhecimento, por isso, mesmo depois que eles já estejam alfabetizados é interessante que os pais continuem dividindo com eles esse momento, procurando torna-lo lúdico, prazeroso e aconchegante. Os pais podem propor se revezar com eles na leitura das páginas do livro, comentar sobre as gravuras, perguntar o que eles acham que vai acontecer com os personagens à medida que a história avança e torcer junto com eles para que no final tudo acabe da melhor forma possível.  Você também pode fazer uma comparação com a realidade do mundo fora dos livros, aproveitando para ensiná-los a pensar e a ter um espírito crítico.

MOMENTOS LÚDICOS

Nos dias de hoje é muito comum vermos um bebê de meses, sentado diante da televisão ou de um tablet, assistindo a um filme ou desenho infantil; e como eles ficam quietinhos! Depois que as mães descobriram o encantamento que aquela profusão de sons, brilho e cores provoca nos pequeninos, passaram a lançar mão desses recursos como forma de entretê-los e acalmá-los. Contudo, isso não deve substituir a oportunidade das crianças manusearem os livrinhos infantis, que já estão sendo confeccionados com pano e plástico lavável para melhor se adaptar às necessidades do universo infantil.

No dia 29 de outubro é celebrado em todo o Brasil o Dia Nacional do Livro, aproveite e comente com seus filhos sobre a importância dos livros na vida da humanidade.  Incentive-os  a ter interesse pelos livros dando o exemplo: leia e faça isso junto com eles. Visite com eles livrarias, monte uma pequena biblioteca em casa e ensine-os que através da leitura nós podemos aprender muitas coisas, visitar muitas paisagens, conhecer outras realidades, fazer histórias e transformar a vida.

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