ERA UMA VEZ…

 

Você costuma ler ou contar histórias infantis para os seus filhos ou crianças próximas a você? Se você já faz isso, continue fazendo; se você ainda não tem esse hábito, passe a tê-lo, pois as histórias ajudam a criança a entender o mundo em que vivem, a aprender valores morais (costumes e regras estabelecidas por cada sociedade) e éticas (reflexão sobre a moral), além de lhes ensinar o valor e o prazer de ler e aprender as coisas da vida. Quando uma criança ouve uma história, se envolve com ela, se imagina fazendo parte daquele contexto, se identifica com alguns personagens e passa a torcer por eles – por isso é tão comum à criança interromper a narrativa para fazer comentários que demonstrem claramente a sua preferência.

A infância é um período de construção de muitas histórias! Viver a fantasia, estabelecer viagens imaginárias, brincar, tudo isso é um treino para a vida adulta. Ao contar e ouvir histórias a criança brinca com a sua imaginação, pois as histórias nada mais são do que brinquedos verbais que a criança arruma, encaixa e entende a sua maneira. E as histórias com que elas mais se identificam, elas pedem que a gente conte inúmeras vezes e se, por qualquer descuido, a gente modificar algum trecho sem o consentimento delas,imediatamente nos corrigem e restabelecem o enredo original.

HISTÓRIAS DE MÃE

Que mãe nunca contou para um filho que apresentava alguma dificuldade, uma história com um foco bem dirigido,tipo essa:“Era uma vez uma garotinhalinda, esperta, curiosa, amada e que gostava muito de brincar, chamada Maricotinha. Todo dia, na hora do almoço e do jantar era o maior problema porque ela não queria parar de brincar para comer e a mãe dela acabava ficando furiosa; de nada adiantavalhe explicar que ela precisava comer direitinho para crescer com saúde, aprender direitinho na escola e ter forças para brincar. A Maricotinha não obedecia a sua mãe e fazia a maior confusão para comer.

E como não comia direito, a Maricotinha era muito fraquinha! E tudo começou a mudar a partir do dia em que fizeram uma seleção para escolher os times que iriam concorrer aos jogos internos de sua escola e ela não foi escolhida para nada: como era de se esperar, ela não teve forças para puxar a corda no cabo de guerra, não conseguia arremessar a bola para o outro lado no cemitério, não tinha resistência física para correr nas brincadeiras de pira… Ela voltou para casa chorando muito e, a partir daí,passou a comer tudo o que a mãe colocava no prato dela e assim, nos jogos seguintes ela foi a primeira a ser escolhida para compor o time da sua sala. (essa história fazia sucesso com a minha Clarice, que era uma criança difícil para comer).

VIAGENS IMAGINÁRIAS

A verdade é que o nosso cérebro está acostumado a pensar por meio de histórias e sendo assim,na vida dos adultos se percebem muitas coisas que fazem parte de uma cultura infantil como o gosto por desenhos animados, revistas em quadrinhos, vídeo games, colecionar bonecos de filmes, carrinhos… E isso só demonstra que, em qualquer idade, nós todos precisamos da fantasia para aquecer os nossos corações e deixar a vida com gosto de alegria.

As histórias infantis elas são trazidas para a vida das crianças pelos adultos, e não importa a forma como eles surgiram, se foi através da transmissão oral, de livros, filmes ou revistas, o mais importante é que elas precisam apresentar um final feliz, promovam a interação familiar, sejam estímulos de carinho e aconchego, cumpram um objetivo moral e ético desejado pelos adultos, incentivem o gosto pela leitura e ilustrem diferentes formas de pensar a realidade. É isso! Vamos inundar o mundo com histórias que promovam a alegria, o amor, o respeito às diferenças e a paz.

 

 

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