De cabeça quente!

São incontáveis os estressores da vida moderna. Não é nada fácil conviver com tantas urgências, perigos e desgastes como trânsito infernal, desemprego, violências nas ruas, dívidas, excesso de responsabilidades, prazos a cumprir, competitividade exagerada, pressão excessiva pelo sucesso, dificuldades no trabalho, relacionamentos rompidos, doenças na família, insatisfação amorosa, preocupação e dissabores na vida familiar… tudo isso costuma provocar muito estresse: uma adaptação orgânica e psíquica às modificações ambientais.

Ficamos mais suscetíveis a esses fatores quando percebemos que, apesar do nosso desejo e esforço, a situação que está acontecendo foge ao nosso controle. Sentimo-nos muito irritados e ansiosos com o que está acontecendo e o nosso corpo passa a funcionar numa aceleração muito maior do que seria desejável (os batimentos cardíacos aumentam, a sudorese também e aparece aquela sensação de aperto no estômago…) e, nem que a gente queira, não dá para negar quando os outros verbalizam: “calma, você está muito estressado!” Será que dá para as pessoas entenderem que pedir calma para quem está estressado só  faz piorar a situação, deixando-a ainda mais irritada? O entendimento é que o outro está achando que não existe motivo pra tanto;  e pra ela, claro que existe! Quer ajudar? Diga que ela vai conseguir de alguma forma resolver o que está acontecendo e que você está ali para ajudá-la…

O estresse positivo

Num determinado nível, o estresse é desejável, pois aumenta nossa capacidade de concentração e nos mantém atentos e aptos para agir; não só nos mobiliza a ter cuidados diante de um perigo iminente como também nos alavanca a fazer coisas, a produzir, a ter atitude (nessa fase do estresse o organismo produz mais adrenalina). Agora, quando ocorre em excesso, atrapalha e prejudica a atenção, a memória, o desempenho no trabalho, o convívio com as pessoas, os afetos, a sexualidade e também nos faz adoecer – enfraquece o sistema imunológico, aumentando o risco de doenças cardíacas, quadros alérgicos, infecções, úlceras, enxaquecas…

Cada um de nós responde de forma diferente à mesma situação. Há pessoas que resistem bem ao estresse, outras demonstram uma imensa dificuldade em lidar com tudo que provoque aflição e, a menor pressão do cotidiano altera seu equilíbrio e bom-humor… são conhecidos como os “Saraiva”, em alusão a um personagem de um programa de humor que é tolerância zero.

Movimente-se!

O estresse atinge indiscriminadamente homens e mulheres; adultos, jovens e crianças, mas parece que as mulheres costumam ser mais estressadas do que os homens, o que é justificável pela dupla jornada de trabalho e também por uma questão hormonal. O estresse também provoca queda de cabelo, engorda (aumenta a secreção do hormônio cortisol, que reduz as defesas do organismo e aumenta o apetite, especialmente por comidas ricas em carboidratos, açúcar e gorduras) e também provoca a aceleração do envelhecimento. Repare como as pessoas mais tranqüilas parecem sempre mais jovens e bonitas.

Mas, fique sabendo que todos nós temos recursos pessoais para enfrentar o estresse, desde que a gente aprenda a cuidar melhor da nossa vida adotando hábitos mais saudáveis como a prática de atividades físicas regularmente e alimentação equilibrada. Aprenda a valorizar os aspectos mais positivos das pessoas; tenha mais tolerância à frustração; descanse; respeite seus limites; controle sua  voracidade; estabeleça prioridades ; organize-se e faça o impossível para tornar sua vida mais simples, mais acessível e muito mais repleta de prazer!

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