CUIDADOS COM A CHEGADA DE MAIS UM FILHO

A ordem de nascimento dos filhos exerce influência na forma como eles serão criados.  Também  interfere no desenvolvimento emocional, no jeito de ser e na maneira como cada um  lidará com o mundo. O nascimento do primeiro filho é esperado com um encantamento diferenciado.  É quando começamos a aprender a sermos pais, a ganhar experiência e superar – pouco a pouco – o medo imenso de errar nas muitas atenções e cuidados dedicados.

Dependendo da ordem de “chegada”, aos filhos é normalmente atribuído um papel definido e com características próprias. Os primogênitos, em geral, são desbravadores, brigam para ter liberdade e sentem-se sobrecarregados com as exigências e delegações a eles impostas. Uma das principais é a de  serem referência para os irmãos e, nos desentendimentos com os menores, via de regra,  são os mais penalizados. Além disso, vivem a angústia de terem  que corresponder às expectativas dos pais, que neles projetam seus próprios desejos. Isso gera culpa e ansiedade..

Enquanto único,  o filho  “reina” sozinho na família, sendo depositário de todos os mimos e carinhos possíveis. Tudo muda quando, um dia, ele recebe a notícia de que seu reinado será dividido com o pequeno ser, que está dentro da barriga da mãe. Começam aí os problemas. O irmãozinho que nasce passa a ser o alvo das atenções, a receber visitas e presentes e a mãe, antes só sua, se volta prioritariamente para o bebê. Ele se sente desamado, inseguro, enciumado, excluído. Com medo de perder o carinho e a atenção dos pais, ele pode rejeitar ou até mesmo agredir o bebê.

Para evitar ou diminuir o ciúme do filho mais velho, é preciso prepará-lo para a chegada do irmãozinho, explicando cuidadosamente que mudanças acontecerão na família. Mostrar fotos em que estão evidenciados o amor e carinho com que, desde cedo, ele foi ele foi tratado ajuda muito.  Os pais também devem deixar claro que os mesmos cuidados que tiveram com ele serão, agora, dedicados ao maninho. Solicitar que parentes e amigos próximos também o presenteie quando forem visitar o bebê é outra prática que pode ser adotada.  E, mais importante ainda, os pais devem fazer com que o mais velho se sinta “incluído”, opinando e ajudando o irmãozinho. Isso pode ser feito na escolha da roupa do bebê, na colocação da fralda e até em brincadeiras na hora banho.

Os filhos mais velhos, pela falta de experiência dos pais, terminam sendo educados com excessivos cuidados. Só com a chegada de outros filhos é que os pais aprendem a ser menos rigorosos e a distribuir atenções e afetos. Qualquer que seja a ordem de nascimento, as crianças precisam ser tratadas de forma compatível com a idade e com o nível de capacidade e maturidade. Caso contrário, poderão ter danos no desenvolvimento emocional.

Na ausência dos pais em casa, o poder dos filhos mais velhos sobre os irmãos menores aumenta (especialmente se a diferença de idade for grande). Portanto, os pais devem ter especial cuidado com a delegação de poderes, pois os filhos podem se tornar mais autoritários que eles. No caso do primogênito, a chegada de outro filho contribui para diminuir os exageros na sua criação. O importante, porém, é sempre vivo e cada vez mais intenso o sentimento de que, independentemente da ordem de nascimento,  filho é filho.  E nós, pais, devemos assumir o compromisso de educá-los sem favoritismos e comparações, respeitando suas necessidades e direito de serem amados e cuidados como filhos.

Educar é inundar nossos filhos com amor.

2 comentários

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