COMO PUDE FAZER ISTO?

Quem nunca se sentiu culpado diante de alguma situação na vida? A maioria das pessoas, com certeza, já viveu a culpa nas suas mais diversas formas: realizou escolhas que feriu outra pessoa; não conseguiu fazer com que algo acontecesse para ajudar alguém; sentiu-se culpado sem motivo (se salvou de um acidente em que outros familiares morreram, por exemplo) ou até mesmo não fez nada, mas acredita que se tivesse feito algo, que você nem sabe direito o que, as coisas poderiam ter acontecido de outra forma. Isso sem falar nas culpas que as outras pessoas ficam delegando pra você, numa tentativa clara de se isentar das consequências – “eu só fiz isso porque você fez aquilo”. A verdade é que as culpas nos assombram!

De qualquer maneira, se sentir culpado provoca sofrimento psicológico e ocorre em função de uma luta interna ocasionada pela convicção, justificada ou não, de que você prejudicou alguém e, sendo assim, a responsabilidade pelo que aconteceu é sua. O fato é que não dá pra mudar o passado e o que já aconteceu e, sendo assim, o mais saudável é se buscar formas de reparação e elaborar esse sentimento de uma forma mais construtiva e socialmente aceita.

NÃO FUI BOM O SUFICIENTE

Muitas vezes, o sentimento de culpa foi enraizado na infância, quando pais muito severos exigiam muito dos filhos: não aceitavam que eles errassem, os comparavam o tempo todo com os filhos dos outros ou estabeleciam uma comparação entre os próprios irmãos e sendo assim, o filho que era desqualificado cresceu acreditando que não foi bom o suficiente para ser amado e se culpa por isso. Também, pais que passam muito tempo fora de casa, costumam se sentirem culpados por não poderem cuidar dos filhos como gostariam, e em função disso podem se tornar permissivos demais na esperança de serem amados pelos filhos.

Ter empatia pelo sofrimento do outro, sentir vergonha por ter provocado sofrimento em alguém, saber assumir os seus erros e as consequências provocadas por eles é o mínimo que se espera de alguém que tenha caráter. Se você errou, procure reparar isso de alguma forma, afinal de contas errar é humano. O que fica muito difícil de perdoar é mau caratismo! Os psicopatas é que não conseguem elaborar culpa, sabem o que é certo e o que é errado, mas não se sentem culpados por nada; tudo o que eles desejam está dentro do permitido e danem-se os outros. Assim, sentir culpa é sinal de caráter, mas daí a virar refém de suas culpas é outra história!

O PESO DA CULPA

O fato é que cometer erros faz parte da condição humana. Então, todos nós erramos, pisamos na bola, sentimos culpa por ter machucado alguém e ficamos envergonhados em razão do julgamento dos outros a nosso respeito, nos arrependemos e sofremos as consequências por todos os nossos atos. Não tenha compromisso com o erro, avalie com serenidade a gravidade do fato acontecido e, se for o caso, corra atrás do prejuízo. De forma honesta e sincera peça desculpas e tente não deixar que a sua culpa vire combustível da repetição.

O nosso limite precisa ser balizado pelo sofrimento alheio, o que no momento do rompimento de um relacionamento amoroso nem sempre dá pra evitar. O desamor acontece, mas a deslealdade para com o parceiro não precisa se fazer presente e, ainda mais desleal do que uma traição continuada é o outro tentar convencer alguém de que ele é o grande responsável pelo fim da relação. Adotar o discurso do outro e ficar se culpando e se perguntando “e se” é cair na armadilha da vitimização.

Aprenda a olhar pra todas as circunstâncias desfavoráveis da sua vida e pros seus erros de uma forma mais generosa, essa postura favorece o seu amadurecimento emocionale a paz interior.

 

 

 

 

Post Tagged with

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.