CALÚNIA, DIFAMAÇÃO, INJÚRIA…

 

O avanço tecnológico permitiu que as informações e imagens sejam compartilhadas nas redes sociais em poucos segundos e com uma abrangência absurda. Estamos conectados com o mundo! Assim, quando uma pessoa posta algo na internet (foto ou comentário) e 10 pessoas compartilham com mais 10, a informação chega para 100 pessoas, que podem se transformar em 1.000, 10.000, 100.000 e assim por diante – é comum a gente receber postagens que já alcançaram milhares de compartilhamentos e já rodaram o mundo inteiro. Mas, infelizmente, o mundo digital que nos permite ter acesso a tanta coisa boa, também tem sido usado para disseminar o ódio, o desrespeito e a intolerância.

Sem dúvida, a internet trouxe incalculáveis benefícios em nossas vidas, mas, precisamos estar muito atentos para não sermos envolvidos em postagens que, apesar de demonstrarem uma postura de indignação, não refletem a realidade. Quem trafega pela web sabe que já virou lugar comum ler comentários ofendendo e ameaçando alguém, e até já se criou um termo para designar essas pessoas, “haters” (aqueles que odeiam), e também existem os “trolls” (aqueles que provocam), que têm prazer em desestabilizar os outros através da manipulação dos fatos; divertem-se atacando a opinião dos outros, não interessa qual seja, o importante é provocar brigas.

Nem sempre o que é publicado no mundo virtual tem fundamento no mundo real. Mas, os haters não têm compromisso com a verdade, eles são pessoas com ideologias fortes e que não aceitam e nem respeitam opiniões divergentes. Tão nefastos quanto eles, os trolls se divertem praticando o jogo da trollagem, onde as peças são pessoas e o objetivo do jogo é desestabilizar o outro; eles se divertem em irritar pessoas e provocar brigas de forma odiosa e virulenta.

As vítimas podem ser qualquer um de nós, mas os artistas, os políticos e os adolescentes são as maiores vítimas. Recentemente, uma psicóloga carioca, após deixar o cargo de síndica, foi vítima de um morador do seu prédio que postou nas redes sociais que ela torturava animais, que pisoteava uma gatinha cega, e que nem as insistentes súplicas de uma senhora idosa (a mãe dele) a impediam de continuar praticando tamanha crueldade. Por conta desta postagem, sem nenhum fundamento de verdade, essa moça foi perseguida, recebeu inúmeros insultos e foi até ameaçada de morte; a Bela Gil, após postar fotos da lancheira da sua filha, com alimentos naturais, teve a sua fala alterada e também foi difamada e perseguida; esses são apenas dois exemplos do que acontece na net.

O ataque dos haters e o jogo da trolagem são práticas de cyberbullying (violência virtual). As pessoas que compartilham e comentam essas postagens, o fazem acreditando na veracidade dos fatos publicados e não percebem que estão sendo instrumento de manipulação, e isso não diminui em nada a responsabilidade delas pelo mal causado a outras pessoas – diversos adolescentes já se suicidaram por conta das crueldades praticadas na rede.

Humilhação, desamparo, impotência e medo são alguns dos sentimentos vividos pelas vítimas da violência virtual. Apesar da gravidade da situação não se deve reagir às postagens; responder alimenta o ódio dessas pessoas covardes, que precisam tentar acabar com os outros para se sentirem melhores. A vítima deve procurar uma Delegacia especializada em crimes virtuais e denunciar o que está acontecendo; apesar de sabermos que a internet é rápida e a justiça é lenta, mas esse é o melhor caminho para combatermos os atos de crueldade na internet.

 

 

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