“BEIJINHO NO OMBRO!”

 

Provavelmente vocês já ouviram a expressão “beijinho no ombro”, título de um funk, que foi incorporada como um bordão a linguagem popular para designar uma resposta à inveja, esse sentimento que as pessoas fazem o possível para esconder de todo mundo e até negam veementemente que sentem, mas sentem! Também pudera como assumir essa emoção, enquadrada como um dos sete pecados capitais e que em função disso é considerada socialmente indesejável e demonstra um sentimento de inferioridade e frustração em comparação ao reconhecimento da superioridade e do sucesso alheio.

As pessoas invejosas sofrem muito, pois não sabem o que é descansar e ficar em paz.  Vivem atormentadas e assombradas com o sucesso dos outros. São inseguras, infelizes, limitadas, tem baixa autoestima e não se amam. Como não se garantem, não tem fé em si mesmas, vivem alertas aos acontecimentos da vida do outro que percebem como sendo superior, mais do que isso, o sentimento do invejoso é o de inconformação pelo fato de que o outro tem algo que ela não tem (bens materiais, sucesso, felicidade), mas que deseja ter.

A INVEJA DÓI

Uma das inúmeras conquistas da neurociência foi a de descobrir, através do uso da ressonância magnética, que a inveja e a dor física são processadas no mesmo lugar no cérebro por isso a inveja dói. Viver se comparando a outras pessoas e sempre se sentir em desvantagem e inferior, dói; olhar para o outro e pensar que a vida dele é muito interessante e boa enquanto que a sua não deslancha, dói; sentir-se lesado e excluído de um direito que você entende que devia ser seu, mas que é privilégio de outra pessoa, dói. Assim, perceber que o outro tem status, poder e riqueza podem doer tanto que o invejoso chega a adoecer, pois não suporta a felicidade e o sucesso do outro.

O invejoso embora reconheça a superioridade do outro, não consegue aceita-la como uma contingência natural da vida e, como não suporta a sensação de estar sempre em desvantagem, lança mão da calúnia e da difamação como forma de tentar prejudicar ou até mesmo destruir a imagem do outro e assim buscar sentir-se melhor. E se o outro for do mesmo sexo, idade e profissão, a situação fica ainda mais complicada, pois as diferenças entre elas ficam ainda mais evidentes tanto aos olhos dos outros como do próprio invejoso.

RECONHECIMENTO X ADMIRAÇÃO

Não se inveja qualquer pessoa, tem que ser alguém especial! Portanto, as pessoas que te invejam são as que mais te valorizam e admiram, mas ao mesmo tempo são as que vão tentar te destruir (e não precisa você ter feito nada de mal a elas para se tornar vítima de uma ira atroz), pois o sentimento de inveja é tão perverso que inviabiliza a existência de uma relação saudável de aprendizado, troca e crescimento.

O sentimento de inveja é tão presente na vida de todos nós que para lhe dar uma roupagem socialmente aceita criou-se o termo “inveja branca” a fim de designar um sentimento de valorização e validação do outro, o que se traduz no desejo de “eu queria ser igualzinha a ele”. E, esse desejo de ser tão interessante e competente como o outro pode servir de incentivo e exemplo para que as pessoas se mobilizem  a melhorar o seu desempenho, as ajudem a ter um olhar mais amoroso sobre si  mesmas e as  incentivem a superar dificuldades e limitações.

Então, apesar dos inúmeros dissabores provocados pela inveja, sinta-se lisonjeada ao perceber o quanto você é invejado pelos seus valores e méritos. Ah, aproveite e mande um beijinho no ombro para os invejosos de plantão!

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