“Ainda bem, que você vive comigo…”

Viver a dois pode ser muito gostoso e prazeroso, desde que haja disponibilidade interna dos parceiros para dar e receber amor e da qualidade da sua relação afetiva e sexual. As pessoas casam porque desejam ter alguém com quem possam contar em suas necessidades, partilhar alegrias e tristezas, fazer sexo, ter filhos, realizar sonhos e estabelecer um vínculo emocional duradouro com alguém. No amor a expectativa é sempre de reciprocidade, ambos são responsáveis pela construção de uma vida juntos em que possam proteger e se sentir protegidos e serem atendidos em suas necessidades.

Quando os corações e mentes estão receptivos a energia amorosa, a relação flui de forma harmoniosa e o(a) parceiro(a) torna-se alguém tão fundamental e especial que fica difícil se imaginar a vida sem ele(a). Não economize carinho, seu(sua) amado(a) vai adorar ouvir você dizer: “Ainda bem, que você vive comigo. Porque senão, como seria essa vida? Sei lá!”. Tudo fica mais prazeroso com a sua presença e “se há dores tudo fica mais fácil. Seu rosto silencia e faz parar”.

Encontro amoroso harmônico

Casar é descobrir a vida e percorrer caminhos juntos, mas, mesmo o maior e melhor amor não está isento de riscos, pois a convivência no dia-a-dia é estressante. Para construir uma relação baseada na lealdade e na confiança é preciso estar disponível para um dialogo franco e aberto: dizer de que gosta, o que aceita e aprender a expressar o que o outro não percebe. Além disso, é preciso aprender a lidar com o desejo do outro, suportar frustrações, administrar diferenças, procurar entender as variações de humor do(a) parceiro(a), (desde que não sejam constantes) e ficar muito atento ao outro, mais receptivo às suas necessidades e cúmplices na vida.

O amor acontece nos detalhes e nas atitudes positivas diante da vida, assim “as flores que me mandas são os frutos do nosso cuidado e entrega”. A satisfação sexual é também muito importante e enriquecedor no relacionamento adulto; demonstrar tesão e cultivar o erotismo faz com que seu(sua) amado(a) sinta-se desejado por você. É sempre bom saber que “Meus beijos sem o seus não daria… os dias chegariam sem paixão. Meu corpo sem o seu, uma parte, seria o acaso e não sorte” você faz parte de mim. É tão bom te ter!

Parceiro nos sentimentos e nas ações

Quanto mais competente for para viver sozinho, mais preparado você estará para viver uma relação a dois. A convivência favorece trocas e transformações e  para viver a vida com leveza, tornando-se parceiros nos sentimentos e nas ações, se empenhe em criar possibilidades de crescimento para ambos, garanta amplos espaços para se viver a autonomia e a individualidade e aceite o jeito de ser do outro.

A vida não tem sentido se a gente não sentir prazer e não souber aproveitar as oportunidades para produzir e viver felicidade. O amor acontece e se solidifica todos os dias, na serenidade dos vínculos. Se o casal souber se apoiar no amor que sentem um pelo outro, juntos lidarão melhor com as circunstâncias da vida e terão mais motivos para celebrarem o seu encontro (os rituais são importantes e preenchem a vida de encantamento). Poderão, então, olhar um para o outro e dizer: “Entre tantos anos, entre tantos outros. Que sorte a nossa, hein? Entre tantas paixões, esse encontro, nós dois, esse amor…”. Amar assim é possível, acredite!

 

PS: Os trechos citados são da linda música Ainda bem, da Vanessa da Mata e Liminha.

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