AGORA É LEI

         No dia15 desse mês de  janeiro foi publicada uma importante lei  instituindo medidas para reforçar a proteção de crianças e adolescentes contra o bullying e o cyberbullying. A nova lei estabelece pena para quem intimidar pessoas em ambientes digitais,  podendo chegar a quatro anos de reclusão.

Apesar de inúmeras campanhas e denúncias, infelizmente, a frequência dos casos de bullying não só aumentou, como também, tornou-se mais perversa, danosa e cruel. Isso porque,  com a ajuda da tecnologia, as humilhações –  antes restritas à escola –  hoje acontecem em qualquer ambiente. O celular e a internet são as principais armas dos praticantes desses crimes. Estamos na era do Cyberbullying: a violência virtual.

Diariamente, crianças e jovens são humilhados, ridicularizados, difamados e perseguidos por colegas. Os infratores, de forma cruel,  postam nas  redes sociais ou repassam, através do celular, para um universo ainda maior de pessoas mensagens com imagens e comentários onde comparam a vítima com pessoas feias, reproduzem apelidos maldosos, inventam histórias, propagam ofensas , ameaças e divulgam intimidades sexuais. Isso acontece de forma muita rápida, tornando praticamente impossível a adoção de medidas preventivas.

Sabemos que os agressores, covardemente, agem através de um perfil falso. Mesmo assim, a vítima deve procurar a Delegacia de Polícia mais próxima de sua residência e efetuar o devido registro do crime.  Muitos deles são identificados e punidos.

Engana-se quem acredita que as crianças e os jovens são isentos de maldade. Eles são capazes de agir com perversidade e sentir prazer em tripudiar e humilhar seus colegas, provavelmente, para se afirmarem e sentirem-se  poderosos. Os agressores têm noção do que estão fazendo e das graves consequências que seus atos podem trazer para as vítimas. Distúrbios alimentares, transtornos de ansiedade, fobia escolar, depressão e até mesmo suicídio podem advir dessa prática criminosa.

A sociedade precisa entender que isso não é brincadeira de mau gosto e também não achar que os agressores não tinham a intenção de provocar tantos danos. Se alguém próximo a você estiver sendo vítima de bullying ou cyberbullying , denuncie. Procure a direção da escola e exija providências.

Os pais devem ficar muito atentos às mudanças de comportamento dos filhos. Tais  como: pedir para não ir às aulas, adoecer na hora de ir pra escola, demonstrar desinteresse pelos estudos, baixar o rendimento escolar, chegar em casa machucado ou com seus pertences destruídos. Normalmente, quando os pais descobrem, os filhos já vem sendo vitimados há muito tempo.

Converse com seus filhos sobre o bullying e o cyberbullying. Oriente-os para não compactuar ou repassar mensagens, vídeos, e-mails ou filminhos em que alguém é ridicularizado. Além disso, solicite que eles comuniquem, imediatamente, para que você entre em contato com a escola e familiares das vítimas para a adoção das providências necessárias.

Ensine seus filhos a respeitarem as diferenças, a serem solidários com as vítimas e a entender que os agressores também são pessoas que precisam de ajuda. Abrace essa campanha anti-bullying. Você também é responsável pois, agora mesmo e sem que você saiba,  seus filhos podem estar sofrendo ataques de bullying ou fazendo parte do grupo dos que humilham , xingam e dos que acham engraçado a imposição de sofrimento aos próprios colegas. Para ambos os casos, sua atenção fará a diferença.

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