ADIÇÃO POR SUBTRAÇÃO.

Nessa época de fim de ano é muito comum sentirmos uma tristeza que chega de repente e fica muito grande, é a Síndrome do Final de Ano, principalmente, se ao fazermos um balanço da nossa vida, do ano que está terminando, chegamos à conclusão que não foi um ano em que conseguimos agregar muito valor à nossa existência. E, nesse caso, não estou falando de valores financeiros, e sim de valores imateriais como alegria, paz, prazer e felicidade.

O certo é que o fim de ano sempre mexe com as emoções, pois é um período impregnado de ansiedade, de expectativas e de uma fraternidade compulsória. Um dos principais motivos que mobilizam as emoções, além das perdas que possam ter acontecido durante o ano, é nós percebermos que, mais uma vez, vamos passar esse período de festas sem ter um parceiro amoroso com quem possa celebrar a vida ou, o que é muito pior, constatarmos que por mais um ano vivemos a solidão a dois e infelicidade.

Em vez de fazer listas de propósitos e intenções para o próximo ano (emagrecer, malhar, guardar dinheiro…) e que, muitas vezes, nem conseguiremos realizar, vamos nos comprometer em avaliar a nossa relação com as pessoas que habitam o nosso cotidiano e analisar que tipo de relação vamos ter com elas e quem vamos permitir ficar em nossa vida. Não permaneçamos em relações abusivas, que nos roubam a paz e nos fazem sofrer (e isso inclui amores, amigos, familiares…).

Cuidado com os predadores psíquicos que sugam a sua energia, sua paz e tranquilidade. Deixe ir quem não quer ficar ou não mereça o seu amor. O ciclo do amor precisa seguir a seguinte ordem: primeiro o amor próprio, depois o amor pelos outros. Ao subtrair infelicidade abrimos espaços para adicionar possibilidades que agregam valor à nossa vida – contrariando as operações matemáticas, podemos fazer a adição por subtração.

A nossa vida é pontuada por circunstâncias, escolhas e propósitos. Nossa realidade objetiva interfere na forma como nos movimentamos no mundo, então, que possamos inventar outras formas de celebrar o Natal e o Ano Novo: procurar ficar perto de pessoas produtivas, positivas e queridas; minimizar expectativas; criar metas realistas e não carregar fardos desnecessários. É preciso resolver o passado, empenhar-se em produzir felicidade no presente para poder criar um futuro sem pendências.

Preserve o que foi bom na sua vida e lhe deu prazer, livre-se de quem lhe provoca sofrimento e desamor, invista em mudanças e faça escolhas que sejam produtivas em sua vida e que te permitam avançar em direção ao caminho da verdade, do acolhimento e da solidariedade. Demonstre seu amor por você, pelos outros e pela vida, escolha priorizar-se, amar-se, ser ético e praticar o bem.

Feliz fechamento de ciclo para todos nós!

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