A violência dos games e jogos eletrônicos

Desde o lançamento dos videogames os pais se mostram preocupados com a possibilidade de que os jogos de conteúdo violento estimulem a agressividade dos filhos. Hoje, esta dúvida ficou bem menor, pois vários estudos foram realizados nesse sentido e, apesar da dificuldade em se mensurar esses efeitos, as conclusões retiram os videogames do papel de vilão ao mostrar que, de um modo geral, os jogos podem ajudar a criança a extravasar a agressividade e que somente as pessoas que já apresentavam características agressivas podem potencializá-la.

Apesar de a violência estar presente em toda parte (até nos contos de fada e nas cantigas infantis), os pais devem escolher e acompanhar o conteúdo dos games utilizados pelos filhos e verificar se eles estão adequados à faixa etária e à capacidade de compreensão das crianças, escolhendo os jogos em que as disputas e lutas ocorram de forma leal, sem covardia e sem cenas de crueldade.

Desenvolvendo habilidades…

Os jogos também ajudam a desenvolver as habilidades tão necessárias num mundo interativo: melhoram a atenção, a concentração e coordenação motora; desenvolvem a capacidade visual e a noção espacial; ajudam a definir estratégias e a tornar decisões; estimulam o desenvolvimento intelectual, ensinam a processar a informação e a exercitar a lógica.

O sucesso dos jogos é tão grande que, além das crianças e os adolescentes se empolgarem com eles, os adultos também se deliciam com os games, que se fazem presentes em toda parte em tamanhos cada vez menores e sendo de fácil instalação nos computadores, além de já virem programados nos celulares. Mas, apesar de todas essas vantagens, os pais devem ficar muito atentos com o tempo e a freqüência com que os filhos se envolvem com essa atividade. Em princípio, duas horas diárias devem ser o limite de tempo permitido e, em período de férias, esse tempo pode ser ampliado, principalmente quando a criança traz os amiguinhos para brincar com ela em casa (o que evita o risco do isolamento). Mas, não permita abusos! O mundo virtual nunca substitui o real, daí a necessidade de se priorizar a convivência com os amigos e a família e garantir espaços para a criança ir à praça, correr, praticar esportes… além de estudar.

Os games dos cirurgiões

A emoção de jogar é muito grande e depende do grau de dificuldade do jogo e do desafio a ser enfrentado.  Hoje, diante de uma imensa variedade de jogos, você pode escolher o que mais lhe atraia: se jogar tênis, futebol, tocar, cantar, formar parcerias e lutar juntos para se defender dos inimigos… e, até mesmo, realizar cirurgias (e você ainda escolhe qual parte do corpo quer operar).

Os games se diversificaram tanto que saíram da emoção do lúdico e passaram a servir de treino, inclusive para os cirurgiões. Os resultados das pesquisas confirmam isso: os cirurgiões que desde cedo tiveram acesso a jogos eletrônicos, praticando videogame, tendem a ser mais eficientes nos procedimentos laparoscópicos (a videolaparoscopia se utiliza de instrumentos que funcionam como a extensão da mão do médico), tornando-se mais atentos, com uma concentração apurada, precisos nas intervenções e rápidos nos procedimentos. Quem diria que um dia os games, além de serem instrumentos de diversão, serviriam também de treino para os médicos cirurgiões. Isso realmente é fantástico!

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