A VELHICE É UMA EVOLUÇÃO DA VIDA

A população brasileira está mais longeva e isso acontece graças aos avanços da medicina e aos inúmeros cuidados que as pessoas passaram a ter com a sua saúde, refletindo um maior compromisso pessoal com mais qualidade de vida. A expectativa de vida do brasileiro passou de 67 para 73 anos e a perspectiva é a de que em 2015 suba para 75 anos. Assim, os nossos pais estão vivendo mais e nós também. Quem tem pais velhos, provavelmente, já não é mais tão jovem, já deve ter passado dos 50 anos e precisa estar bem fisicamente e psicologicamente para melhor cuidar dos pais idosos.

A relação que os filhos têm com os pais idosos depende da forma como eles reagem diante do seu próprio envelhecimento; quem não aceita as marcas do tempo no seu próprio corpo, vai negar o processo de envelhecimento dos pais. A verdade é que por mais que nos cuidemos – alimentação adequado, prática regular de exercícios físicos, boas horas de sono, visita regular ao  médico e uma relação positiva com a vida – o processo do envelhecimento ocorre na vida de todos nós e saber lidar com isso com dignidade é o que garante um amadurecimento tranquilo e sereno.

A DOR É UM SINAL DE ALERTA

É preciso que nós,  os filhos, sempre estejamos muito atentos às queixas e sinais de dor dos nossos velhos. A dor é um instrumento de defesa do organismo e denuncia que algo de errado está acontecendo; sem o aviso da dor, o corpo fica ameaçado. Mesmo que você considere que os lamentos de seus velhinhos sejam apenas uma forma de chamar atenção (e isso de fato pode acontecer), chegue perto e se disponha a ouvir suas queixas e na dúvida, procure o médico.

Muitas dores não deixam marcas visíveis no corpo e mesmo que tudo pareça estar absolutamente normal, você não pode imaginar o sofrimento e o desconforto que eles estão sentindo. Emoção e dor costumam caminhar juntas, então é muito importante olhar atentamente para as emoções e sentimentos. Coloque a disposição dos mais velhos uma escuta amorosa, um olhar de compreensão e um colo carinhoso. Saiba que muitas vezes só o remédio não basta para aliviar os sintomas, é preciso que se mude a atitude diante da dor.

O ENCOLHIMENTO DAS FAMÍLIAS

Antigamente, as famílias brasileiras eram enormes, as casas vivam sempre povoadas por muita gente. Hoje, por questões financeiras e conjunturais ou por termos que lidar com um cotidiano cheio de urgências e obrigações, a maioria dos casais limita o número de filhos em dois, no máximo três e quem ultrapassa esse número até chama a atenção. O encolhimento das famílias reduziu o número de irmãos, de tios, de primos, de sobrinhos e isso trouxe uma sobrecarga de trabalho para poucos, especialmente nos casos de doenças ou hospitalizações de um membro da família.

Nas famílias grandes, as pessoas se revezam nos cuidados dos velhos e enfermos, mas nas famílias reduzidas o papel de cuidador fica centrado na mão de poucos, isso sem falar no fato de que alguns filhos abandonam os pais e, se não esboçam o mínimo interesse ou preocupação com o bem estar e com a saúde deles, menos ainda irão se preocupar com a sobrecarga financeira e de trabalho que o irmão esteja tendo. Por tudo isso, o cuidador precisa se preservar e se manter com saúde e disposição para que possa cuidar, com todo amor e carinho, de quem já fez muito por ele, tendo a certeza de que, no futuro, através do seu exemplo, os seus filhos tenderão a repetir e repartir com ele o mesmo gesto de amor que exercitou na vida.

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