A obesidade infantil se faz em casa.

Sabe aquele bebê “fofinho” que a mãe adora exibir pra todo mundo, se sente orgulhosa em mostrar que é bem cuidado, o que lhe confere um certificado de boa mãe, pode se transformar em um problema grave no futuro. O número de crianças obesas (com excesso de gordura no organismo) tem aumentado significativamente – uma em cada dez crianças no mundo está obesa (dados da Organização Mundial de Saúde) e, no Brasil, na última década, a obesidade infantil cresceu de 4% para 15%. Precisamos estar atentos as nossas crianças, pois na infância a obesidade pode acarretar problemas na coluna, nas articulações, colesterol alto (pode?), baixa auto-estima e exclusão social.

As causas da obesidade estão relacionadas a problemas genéticos e ambientais (que muitas vezes terminam sendo predominantes). Com as mudanças do estilo de vida, produto da modernidade, hoje, as crianças não têm segurança e nem espaço suficiente para brincar nas praças, andar de bicicleta e jogar bola. As brincadeiras ao ar livre estão sendo substituídas pelo vídeo game, internet e pela televisão, isso sem falar na alimentação inadequada, onde salgadinhos, sanduíches e refrigerantes terminam substituindo uma refeição. Precisamos trazer encantamento para vida dos nossos filhos. Sem saudosismo, eu ainda guardo comigo  lembranças de como “a nossa canção de roda, tinha nada e tinha tudo, como a voz dos passarinhos! (mas que será que dizia?!)” Nossos filhos precisam aprender a brincar.

 

Filho de peixe, peixinho é!

 

Uma criança obesa tem uma probabilidade grande de ser um adulto com excesso de peso. Se os pais forem magros a probabilidade é pequena (cerca de 9%), se um deles for obeso (cerca de 50%) e se ambos forem obesos (cerca de 80%). Êta, que responsabilidade grande a nossa!

As crianças de hoje comem mais e pior. Mas, com quem elas aprenderam a comer mal? Quem as autorizou a agir assim? – É necessário fazermos um exame de consciência e vamos chegar a triste constatação: foi conosco! Nós pais, devemos servir de exemplo e também ensinar nossos filhos a comerem de uma forma adequada. Acontece que, em razão do ritmo acelerado do nosso dia-a-dia, as refeições das crianças, muitas vezes, ocorrem na nossa ausência e diante da TV ou do computador. É muito importante que estejamos presentes em, pelo menos, uma das refeições, para que possamos controlar e orientar nossos filhos sobre a importância de se comer bem e corretamente. Na maioria das vezes, uma alimentação saudável e atividade física evitam a obesidade.

 

Vencendo a obesidade

 

Para se superar a obesidade infantil, a família precisa assumir o desafio de adotar novos hábitos de vida. Sem querer criar um “Manual dos escoteiros mirins”, sobre obesidade infantil, aí vão algumas dicas: evite a superalimentação e cardápio rico em frituras, gorduras e massas; amamente seu bebê (a amamentação diminui o risco da obesidade); diminua as idas às lanchonetes e fast foods; limite o tempo em frente à TV, videogame e computador; não os ameace com castigos se não quiserem comer frutas e verduras, pois eles ficarão com ódio de saladas (vá verificando, aos poucos, quais os atraem mais); diminua a compra de bolachas, sorvetes e doces; incentive a prática de atividades físicas, leve seus filhos para praças, clubes e praias, onde eles possam se exercitar e queimar calorias. Em fim, só com um processo de reeducação alimentar e aumento da atividade física conseguiremos cuidar da saúde física dos nossos filhos e das nossas.  Respire fundo e comece já! Sucesso para você e sua família diante do desafio de vencer a obesidade infantil.

 

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