“A MALDADE DESSA GENTE É UMA ARTE”

 

 

É impressionante como algumas pessoas têm a necessidade de exercitar a maldade; a praticam com tanta naturalidade que é como estivessem lançando mão de uma vocação natural, de um dom. São hábeis e criativas em mentir, em inventar histórias, em caluniar, em distorcer fatos, em plantar boatos, em semear a discórdia ou qualquer outra atitude que traga prejuízo para a vida da pessoa que ela quer atingir e que não precisa ter feito nada de ruim ou desagradável pra ela para atrair a sua ira, basta ter uma postura positiva diante da vida e demonstrar felicidade. Se for bonita, competente e conseguir aglutinar pessoas a sua volta então, estará condenada a ser hostilizada e perseguida por ela.

Na verdade, essas pessoas abrigam em si um deserto. Vivem num mundo de desamor. Tentam parecer fortes e decididas, mas sentem-se frágeis, pois são assombradas constantemente pelo medo, pela desconfiança e pela insegurança. Não confiam em ninguém, por isso não conseguem fazer amigos, no máximo têm aliados e parceiros circunstanciais que transitam nos espaços de convivência que elas permitem. Essas pessoas passam pela vida sem viver o que de melhor a vida oferece para todos nós, o amor.

O AMOR NUTRE

              Provavelmente essas pessoas não receberam amor quando eram crianças, não aprenderam o que era afeto, amizade, respeito, solidariedade, caridade e generosidade. Cresceram achando que não mereciam ser amadas e sendo assim, se vinculam as pessoas de uma forma negativa e hostil. O outro pode representar potencialmente uma ameaça a sua pseudo tranquilidade e bem-estar por representar tudo o que ela acha que não é e pensa que não tem, daí o ciúme, a inveja, a raiva e o desejo de acabar com a alegria e felicidade daquele ser ameaçador. As pessoas que estão por perto inicialmente acham que se trata de implicância, mas com o tempo percebem que é absurdamente mais do que isso, é perversidade.

Enquanto o amor com amor se paga, a crueldade apaga o amor e atrai coisas pesadas. Então, ao se tornarem adultas essas pessoas para quem a vida parece que sempre está devendo muito, vão se vincular a parceiros que não respeitam, amam e valorizam e que vai acabar funcionando do mesmo jeito com elas estabelecendo um ciclo de desamor cada vez mais pontual. É necessário conviver no tempo do amor e da delicadeza para estabelecer ações nas quais as pessoas se valorizem e se respeitem e que facilitem a construção e o crescimento de laços emocionais amorosos. “Amar se aprende amando”!

POIS É!

Tudo o que a gente faz na vida, todas as nossas ações têm uma consequência. Pra toda ação há uma reação, pro bem ou pro mal, que pode não acontecer de pronto, mas costuma vir. Sabe aquele ditado que diz que a gente colhe o que a gente planta, pois é, costuma acontecer – “os espinhos que colhi são da árvore que plantei… Eles me dilaceram… e eu sangro”, como bem escreveu Lord Byron. A infelicidade não se instala na vida de ninguém por acaso, costuma vir como consequência de escolhas insensatas e de uma prática de vida focada no outro, ou melhor, no desejo perverso de destruir o outro que com sua presença teima em denunciar as imperfeições dela.

Até que me provem o contrário, a gente veio pra essa vida pra tentar ser feliz, pra sair pelas ruas com a alma aberta e o coração disponível para acolher o outro da melhor forma que nós conseguirmos. Exercitar a amizade, a solidariedade, a caridade e a generosidade nos transformam em pessoas melhores e nos permitem viver na zona da serenidade e da paz. Salve a justiça, a verdade, a lealdade, a delicadeza, a liberdade e o amor, por nós, pelos outros e pela vida!

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