“A MALDADE DESSA GENTE É UMA ARTE”

 

Falar mal dos outros, fofocar, é algo que faz parte da nossa cultura; é um “hábito” adquirido desde a época dos nossos ancestrais – eles utilizavam a fofoca como forma de preservação da espécie, pois precisavam estar sempre informados acerca de todas as coisas que aconteciam ao seu redor para tomarem as decisões necessárias a fim de se manterem vivos.  Nós evoluímos como espécie, mas incorporamos o hábito de fofocar sobre a vida dos outros (os ausentes, claro!) e assim, o que antes era uma questão de sobrevivência passou a ser instrumento de malícia e maldade, com a intenção de desqualificar outras pessoas.

Todos fofocam, mas as mulheres são muito mais fofoqueiras que os homens. Pesquisas revelam que os homens, por serem mais competitivos, mostram-se mais interessados em questões financeiras e nas habilidades de conquistas e performances sexuais dos rivais, já as mulheres adoram falar mal das outras mulheres, especialmente se forem da mesma faixa etária e de alguma forma representarem o sucesso (ninguém chuta cachorro morto). No fundo, ao falar mal de alguém, difamar, tem por objetivo tornar essa pessoa desinteressante aos olhos dos outros, especialmente dos homens, diminuindo assim a concorrência.

Tecer um comentário pouco lisonjeiro sobre alguém, ocasionalmente, ainda passa, e até pode ajudar os grupos a funcionarem de uma forma mais harmoniosa, diminuindo as transgressões. Porém, é preciso ter muito cuidado com a intensidade e frequência das maldades, pois elas depõem mais sobre quem fala do que sobre a outra pessoa que é objeto da fala; assim, ao expor publicamente a vida de alguém, saiba que você se expõe mais do que a ela (que vira vítima da sua maldade), além do que, a sua atitude deixa claro o quanto você não é uma pessoa confiável e, sendo assim, a lógica de que hoje foi com ela, amanhã será comigo costuma funcionar.

Fofoca é diferente de curiosidade. O fofoqueiro é uma pessoa que usa a fofoca como forma de atingir alguém para poder diminuí-la e assim se sentir melhor do que ela (no fundo, todo fofoqueiro é uma pessoa invejosa), enquanto que o curioso é alguém que valoriza o conhecimento e o saber, que busca sempre descobrir algo que seja interessante e produtivo para ele, que vê na informação possibilidade de conhecimento e cultura e, acima de tudo, usa a verdade como balizadora da informação.

Nós, os seres humanos, somos providos de uma curiosidade natural, afinal de contas possuímos cem bilhões de neurônios e cada um deles tem a capacidade de fazer cerca de sete mil conexões sinápticas, o que nos dá uma condição de descobrir e explorar uma infinidade de informações que possam ter utilidade para o nosso crescimento e o desenvolvimento da humanidade.  Sejamos curiosos acerca das coisas da vida que produzem o conhecimento enquanto saber. Sejamos cuidadosos com os fatos acontecidos na vida dos outros!

Vivemos em um mundo informatizado em que as redes sociais também têm sido utilizadas com a finalidade de cometer crueldades e denegrir a imagem de pessoas. Não contribua para os efeitos danosos que a fofoca pode provocar nas redes sociais; não divulgue informações, fotos e filmes em que pessoas estejam vinculadas a situações vexatórias ou moralmente condenáveis – além de interromper o ciclo da postagem, pondere o que faz; não contribua para a infelicidade de ninguém. É sempre bom lembrar que o mundo é redondo e dá voltinhas!

 

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