A INTERNET EM EPOCA DE PANDEMIA

Neste período de pandemia em que precisamos cumprir o isolamento social, a internet e as redes sociais vêm sendo utilizadas por todos nós, como em nem outro momento de nossas vidas. Muitos trabalhos estão acontecendo de forma remota, assim como as aulas; o comércio on-line cresceu absurdamente (desde compras nos supermercados, restaurantes, lanchonetes, fruteiras e compras diversas- isso inclui roupas, eletrodomésticos, móveis…); muitos sites estão disponibilizando opções de treinamentos físicos; há ofertas de cursos on-line; o lazer e a cultura estão se adaptando a normas formas de atingir o público… Até os atendimentos médicos e psicológicos, muitos estão sendo feitos on-line.

  A verdade é que como precisamos ficar muito tempo dentro de casa e nossos movimentos ficaram muito restritos, os celulares e computadores nos permitem nos conectar com a vida, e isso inclui nossos filhos. As crianças já nascem cercadas por computadores, tabletes e celulares, portanto, nada mais natural que, desde cedo, elas se interessem por eles. E é impressionante como as crianças e os jovens têm intimidade com a tecnologia e, rapidamente, aprendem a manusear, melhor do que muitos adultos, o computador: sabem baixar e instalar programas dominam o vocabulário, descobrem sites, realizam os trabalhos escolares, baixam músicas e vídeos, jogam, trocam mensagens e aprendem muito sobre o mundo.

Mas, na internet transitam todo tipo de informações, inclusive coisas não recomendáveis, como sites de pornografia e comunidades que pregam a violência, fazem apologia ao crime, incentivam a discriminação racial e sexual, ensinam a praticar a anorexia, bulimia… Isso sem falar que a possibilidade de interagir com estranhos, oferece riscos como a pedofilia, seqüestros e violência sexual. As crianças e os jovens são inexperientes, loucos por aventuras e desafios, o que os torna mais vulneráveis aos riscos. Por isso, controlar a circulação dos filhos na internet deve ser uma tarefa e obrigação dos pais.

Como eles não devem estar circulando pelas ruas e as possibilidades de lazer ficaram muito mais restritas, além do tempo disponível para as atividades escolares, as crianças e adolescentes tem transitado muito pelo mundo on-line e nem sempre de forma produtiva e correta. Os casos de assédio sexual na ambiência digital aumentaram consideravelmente; os pedófilos usam as redes sociais e os jogos para atraí-los, criam perfis fake onde sua identidade e a idade é alterada e sabem como as envolves rapidamente. No mundo on-line tudo acontece de forma muito rápida – começam mandando desenhos de genitais e bonecos fazendo sexo e depois pedem para elas mostrarem o próprio corpo…

Acompanhe as atividades virtuais dos seus filhos, estabelecendo horários e regras de utilização. Cobre que eles lhes mostrem o histórico dos sites que visitam e com quem conversam – não se sinta nem um pouco constrangido com isso, educar filhos é dizer: isso pode, isso não pode. Até que eles tenham maturidade e idade para fazer escolhas e tomar decisões sozinhas, nosso dever é o de protegê-los. Oriente-os para que não forneçam informações pessoais a estranho e. Verifique também os jogos eletrônicos que eles acessam para saber se eles estão adequados à faixa etária e fiscalizem as fotos que eles publicam. Fiquemos todos atentos!

E não esqueça: se puder fique em casa!

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