“A felicidade é a vocação natural do ser humano”

                               Pois é, acabou o carnaval e a vida segue seu curso. E cá estamos nós de volta às nossas rotinas, às nossas circunstâncias, às nossas urgências, às nossas incertezas, às nossas necessidades, às nossas obrigações, às nossas responsabilidades, aos nossos sonhos e desejos de viver feliz. Não há nada tão universal como o desejo de felicidade. Ser feliz é um desejo de todos nós, mas é algo muito particular e subjetivo – cada um de nós tem o seu jeito, a sua maneira de ser feliz e isso muda com a idade, com a época e com o momento de vida.

A felicidade depende mais da forma como vemos e sentimos as coisas da vida do que de fato como elas são, pois mais importante do que o que acontece com a gente é a forma como lidamos com o que acontece. Ser feliz é algo do aqui e agora, por isso é fundamental que a gente aprenda a viver intensamente o presente, não tenha apego excessivo ao passado e muito menos preocupações absurdas com o futuro. As pessoas felizes são as que se comprometem com o presente, priorizam realizar desejos e aproveitam os muitos momentos de alegria que a vida oferece.

Viver o prazer é uma escolha

                               A busca da felicidade é o que motiva as nossas ações. Ser feliz não depende de sorte, do acaso e nem do que o dinheiro possa comprar; Depende sim de investimento pessoal, embora o capitalismo nos venda a toda hora a idéia de que podemos conquistar ou comprar a felicidade através do ”ter” e que ter dinheiro é  garantia de  sucesso, de bem estar, de prazer e de alegria na vida. Pura ilusão! Não há relação entre riqueza e felicidade e nem o sucesso é conseqüência e sim causa da felicidade.

Viver o prazer não deve ser um ideal coletivo obrigatório e sim uma escolha. É certo que algumas características pessoais como o bom humor, ser amigável, acreditar no seu potencial, ser responsável por suas escolhas e comprometer-se com as inevitáveis conseqüências de sua conduta, entre outras coisas, facilita e mobiliza as pessoas para que elas se aproximem, busquem e valorizem mais as pequenas alegrias da vida. Nós sabemos que os sentimentos não dependem da nossa vontade pessoal, contudo o desejo de buscar uma vida melhor depende da visão de mundo que a pessoa tenha, da maturidade emocional e do caráter. Seja ético com as pessoas e exercite a gratidão, isso é fundamental para se ter saúde psíquica e bem-estar emocional, atributos tão necessários para se ter paz e felicidade.

A felicidade é contagiante

                               É na relação com as pessoas e com o mundo que aprendemos a produzir felicidade e a lidar com perdas e frustrações. Há muito o que se desejar da vida, mas só o desejo não garante que as coisas aconteçam. É pela atitude que tudo acontece! Mobilize-se e fique receptivo para viver o inesperado, a alegria da surpresa, a satisfação do prazer e tenha cada vez mais atitudes positivas diante da vida. Construa uma rede de apoio afetivo e social com as pessoas que sejam importantes para você, mereçam receber amor e fazer parte da sua vida.

Cada pessoa se realiza de uma forma absolutamente particular e, portanto, têm desejos diferentes dos seus, por isso respeite as diferenças e se conecte com elas através das afinidades. Procure viver amorosamente, busque o seu bem-estar, o equilíbrio interior e viva intensamente o prazer.

A felicidade é uma construção do dia-a-dia e o seu tempo é o presente. Empenhe-se em ser feliz e tornar feliz o maior número possível de pessoas a sua volta. E como poeticamente escreveu Clarice Lispector “… não tenho tempo para mais nada… ser feliz me consome muito”.

PS: a citação do titulo é do  poeta Paulo Leminsky.

 

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