A CULPA É DA CRISE!

 

A palavra crise, que por definição abriga conceitos bem amplos como: distinção, decisão, sentença, juízo e separação, nunca foi tão verbalizada pelo povo brasileiro, como no momento atual. E, apesar de sabermos que o mundo moderno é povoado por surpresas, riscos e perigos; que em nosso cotidiano lidamos com circunstâncias diversas; e que a vida não dá certezas para ninguém, viver um período de crise é muito mais do que isso, é respirar inconstância e andar com a sensação de que podemos nos desequilibrar e cair, sem saber quem vai nos dar a mão e por quanto tempo vamos ficar no chão.

É natural que nos momentos de crise, as pessoas sintam que o seu equilíbrio pessoal está ameaçado, mas não dá para usar a crise como desculpa e justificativa para tudo o que esteja acontecendo na vida delas e que represente dificuldades, insucessos e coisas negativas. Então, mais do que em época de calmaria, em período de crise é preciso estar atento e vigilante para não se deixar dominar pelo estresse, pela ansiedade e por pensamentos negativos, afinal de contas, existir também significa lidar com fragilidades e instabilidades.

O que se observa na prática é que, embora o momento político-social seja desfavorável para quase todos numa determinada comunidade, as reações das pessoas são diferenciadas, enquanto algumas pessoas internalizam o desalento e a desesperança e vivem o imobilismo, esperando que aconteça alguma coisa de novo em sua realidade objetiva e que as tirem desse lugar de reclamação e estagnação; outras, transformam as dificuldades em energia, seguem em frente e buscam novas alternativas, substituindo as crenças e padrões de conduta de suas escolhas anteriores por novas possibilidades de pensar, criar e agir.

Em nenhum momento eu estou tentando diminuir o impacto da crise na vida de todos nós, mas, não acho  produtivo se vitimizar, terceirizar culpas e responsabilidades. Então, do ponto de vista psicológico, nós vamos adoecer emocionalmente e deprimir, se nos deixamos dominar pelo pessimismo; portanto, é mais do que necessário, é imprescindível diante do desequilíbrio, cuidar dos nossos pensamentos e estados mentais, afinal de contas nós somos o que  pensamos. Apesar das crises nos tirarem da nossa zona de conforto e de abalarem a confiança em nós mesmos, o que nos amedronta é o medo do futuro, de não darmos conta de mudar e buscar novos caminhos.

É alentador pensar que nada é para sempre e que as crises podem ser uma grande oportunidade para se criar o novo e se viver outras possibilidades. Aliás, em épocas de crises, as pessoas costumam exercitar a sua criatividade de forma primorosa, pois ao perceberem que determinada possibilidade se esgotou, a saída é procurar novos caminhos, pois o fim de qualquer coisa- que pode ser o término de um relacionamento amoroso, a falência de algum empreendimento, uma demissão de emprego- demarca sempre o início de algo novo, e que pode ser bem melhor do que era vivido antes.

Nós estamos sempre buscando a estabilidade, a segurança, a tranquilidade e a paz, e isto é saudável, lícito, justo e correto.  Ter qualidade de vida deve ser uma meta constante, por isso, tentar sair da crise é uma forma de procurar resgatar o equilíbrio físico e emocional, o sono perdido, o sorriso nos lábios e a paz de espírito. Então, não fique parado, a vida mostra os caminhos! Fique atento aos seus pensamentos e estados mentais, eles serão determinantes no sucesso de sua caminhada.

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