• VOCÊ TEM MEDO DE FALAR EM PÚBLICO?

     

    Quem de nós nunca teve dificuldades ou medo diante de uma situação em que tivesse que enfrentar uma plateia? Quem nunca tremeu ao se deparar com um público, tendo a missão de apresentar um trabalho ou defender uma ideia? Eu creio que quase todos já sentiram muito medo e ansiedade, pelo menos enquanto não tiveram uma experiência acumulada que os permitiu se comunicarem verbalmente com um grupo de pessoas, sem que isso fosse um imenso problema. Essa prática, que para muitos representa uma fobia, é um dos maiores temores profissionais da atualidade e, de tão comum, já tem um nome especial para ela, chama-se glossofobia (““ glossa” significa língua e” fobia”, medo) e significa o medo de falar em público.

    As pessoas ficam tão temerosas e ansiosas pelo fato de precisarem falar em público, temem tanto não conseguir realizar essa tarefa de forma satisfatória e ficam tão preocupadas com as avaliações dos outros que, acreditam serão negativas e, como consequência de tanto negativismo surgem reações físicas típicas de uma crise de ansiedade: boca seca, voz trêmula, mãos frias, taquicardia, sudorese, rubor facial, tremores, náuseas, dor no estômago, gagueira, dificuldade de respirar, sensação de desmaio e mais ainda, o pavor de “dar um branco” e esquecer tudo.

    RESPIRE FUNDO!

    As coisas são o que podem ser. A importância dos fatos sempre vai ser determinada por você e pelas circunstâncias em que tudo acontece. Dessa forma, se você não é um palestrante profissional, não se preocupe em ter um desempenho excelente, pois a plateia vai entender o seu nervosismo, vai se ver nas suas dificuldades, vai se reconhecer na sua timidez, vai justificar o seu medo e vai até apoiá-lo. Lembre-se, o medo de falar em público é algo que o identifica com a plateia e, provavelmente, boa parte dela também apresenta essa fobia e exercita o evitamento.

    Enfrentar a ansiedade é uma tarefa árdua, assim, antes de tudo reflita se o seu medo vem  de experiências negativas no passado,  da falta de conhecimento sobre o assunto,  da sua baixa autoestima, da sua timidez,  da sua dificuldade de encarar o novo e vencer obstáculos ou  do receio de não atender as expectativas dos outros. Também é necessário mensurar o tamanho do seu medo porque a extensão dele vai determinar a intensidade dos sintomas.

    TREINE, TREINE E TREINE.

    Agora que você já mapeou a origem e o tamanho do seu medo,  prepare-se para enfrentá-lo. Estude o assunto e componha a sua fala com antecedência; escreva a sua apresentação; treine em voz alta; grave a sua fala e analise a sua exposição; ensaie diante do espelho; peça ajuda da família ou de alguns amigos e faça deles a sua primeira plateia; escolha um recurso audiovisual e anote os pontos mais importantes e que facilitem a sua lembrança; no dia da sua apresentação chegue cedo e procure  familiarizar-se com o local e com as pessoas presentes; treine bastante. Você vai perceber que o início da apresentação é o momento mais delicado e que depois você controla melhor a sua fala.

    No mais, se o seu desejo é o de se comunicar e ser entendido, respire fundo, acredite na sua capacidade de superação, faça a sua apresentação do seu jeito e ponha emoção no seu discurso. Os sentimentos costumam causar mais efeito do que uma fala articulada. Deixe seu coração falar! “E internalize a fala da Clarice Lispector que dizia” Até onde posso vou deixando o melhor de mim… Se alguém não viu foi porque não me sentiu com o coração”

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