• UM ATENTADO CONTRA A CIÊNCIA

                    A Comissão de Direitos Humanos da Câmara, presidida pelo Deputado Marcos Feliciano, cometeu um imenso atentado contra a ciência, ou melhor, colocou-se acima da ciência ao aprovar o projeto denominado “cura gay”, que trata o homossexualismo como uma doença. Pregar que gays podem e devem ser curados, muito mais do que um ato de ignorância, representa um preconceito absurdo. O homossexualismo não é uma doença e nem uma questão de opção individual como o Sr. Feliciano afirma, e sim algo que se impõe na vida de algumas pessoas, pois por mais que algumas delas tentem, não conseguem esconder de si mesmas a sua identificação sexual.

    Já faz décadas que a ciência reparou o seu erro e retirou o homossexualismo da lista de doenças – dos desvios sexuais, mas até hoje ainda não se chegou a uma conclusão sobre suas causas: se é determinado geneticamente, se é fruto de educação ou do meio ambiente em que a pessoa é criada; provavelmente, a combinação desses fatores determina essa condição, não havendo uma única causa. O certo é que ninguém escolhe ser homossexual. Ninguém escolhe conviver com a discriminação, com o preconceito, com a intolerância, com o fato de ter que enfrentar o mundo em razão de uma condição que não se deu por sua escolha pessoal. Será que é tão difícil as pessoas entenderem isso?

    CURA GAY

     A primeira reação dos pais quando descobrem que o filho ou a filha são homossexuais costuma ser a de se culpar, perguntando-se onde foi que eu errei? Depois se vitimizam – “eu não merecia passar por isso” ou acusam os filhos pelas más companhias e amizades que o levaram para o mau caminho, que eles precisam sair e conviver mais com pessoas do sexo oposto… Não é o sonho de nenhum pai e nenhuma mãe ter um filho homossexual; eles vão ter que lidar com a sua decepção e o seu próprio preconceito para que possam acolher e aceitar a condição sexual do filho (a), além do que, eles imaginam o quanto de discriminação e preconceito os filhos vão ter que enfrentar.

    Depois de passado o susto inicial, alguns pais passam a pesquisar na internet, ler artigos e livros sobre o assunto, além de relacionar os “casos de homossexuais” presentes na família e a partir daí irão entender o sofrimento dos filhos, pois se eles mesmos os estão discriminando, o que dizer das outras pessoas então? Os que não conseguem se conformar passam a infernizar a vida dos filhos, marcam sobre pressão todas as suas saídas e levam as suas “ovelhas desgarradas” aos consultórios dos psicólogos ou procuram ajuda na religião para que haja a reversão do homossexualismo, o que não pode e nem vai acontecer. Você pode até reprimir o ato, mas não a atração e o desejo.

    SIMPLESMENTE É!

    Não dá para curar o que não é doença. Não dá para mudar o que de fato se sente. Nada distingue um homossexual de um heterossexual a não ser a sua vinculação sexual com pessoas do mesmo sexo. Se você tem um filho (a) homossexual, ajude-o (a) a ser feliz, a viver sua sexualidade com responsabilidade, sem preconceitos e sofrimentos desnecessários. Não contribua para que seu filho se mude para outra cidade ou até mesmo outro país simplesmente para não lhe envergonhar diante dos outros e não se sentir rejeitado por você. Vergonha é ter um filho sem caráter, corrupto e que vive de enganar os outros.

    Amor não tem sexo. Combater a homofobia e o preconceito em todas as suas formas é obrigação de todas as pessoas que desejam e se empenham na construção de um mundo de paz, de justiça, de amor, de fraternidade e de felicidade. E como dizia o poeta Fernando Pessoa “O amor que é essencial, o sexo um acidente: pode ser igual ou pode ser diferente”.  Respeite as diferenças!

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