• QUE FLAGRA! QUE FLAGRA!

    Imagine a seguinte cena: Você se esqueceu de trancar a porta do quarto e sua (seu) filha (o) entrou e lhe pegou transando. Se isso já aconteceu, é natural que você tenha ficado sem ação e, depois que a criança tenha saído do quarto, você ficou em dúvida sobre que atitude tomar: se fazia de conta que nada aconteceu; se inventava uma história qualquer para justificar a cena (se a criança for muito pequena) ou se dava uma senhora bronca por ele (a) ter entrado no quarto sem bater na porta.

    Não dá pra fazer de conta que nada aconteceu e muito menos brigar com sua (seu) filha (o) por conta de uma falta de cuidado de vocês (quem deve se preocupar em trancar a porta do quarto, para preservar a intimidade, é o adulto). Antes de tudo, qual foi a reação da criança? Chorou? Fez perguntas? O prudente, antes de tentar dar qualquer explicação, é você perguntar a (o) sua(seu) filha(o) o que ela realmente viu e o que ela(ele) achou que estava acontecendo ali na cama. A partir daí, conversar com ela (ele) com tranqüilidade, sem entrar em detalhes, falar que é natural e gostoso os adultos namorarem na cama e desculpar-se por não ter tido o cuidado de trancar a porta, o que permitiu que ela acabasse vendo algo que é apenas pra ser vivido pelo casal. E, se a criança não fizer nenhuma pergunta, o mais indicado é encerrar o assunto.

    O QUE A CRIANÇA DE FATO ENTENDE

    Se a criança é muito pequena, ainda não consegue entender direito o que ela viu, mas pode ficar com a sensação de que o pai estava machucando a mãe (por isso muitas choram ao presenciar uma cena de sexo). Algumas vezes, a criança vai precisar de um tempo para constatar que os pais não estavam brigando, que continuam amorosos um com o outro e que a cena presenciada representa uma demonstração de afeto entre os pais.

    Saiba que é natural, tanto para os meninos como para as meninas, durante a infância, se apaixonar pelo genitor do sexo oposto e com eles viverem uma fase de apego erótico (o que só vai acabar quando eles elegerem um outro objeto de amor) e por isso se estabelece uma disputa pra ver de quem o pai ou a mãe gostam mais, se dele(a) ou do outro genitor, que passa a ser visto como rival. Presenciar uma cena de sexo é a constatação da renúncia de um amor maior e exclusivo, o que pode provocar comportamentos agressivos, retraimento e até queda no rendimento escolar.

    INTIMIDADE VIGIADA

    Todo casal com filhos vivem uma intimidade vigiada. Quando os pais estão com a porta do quarto fechada, os filhos batem constantemente querendo entrar para contar algo ou pedir alguma coisa; pois para eles é tudo urgente e não podem esperar para mais tarde. Muitos pais tem uma imensa dificuldade em manter a porta do quarto trancada, por se sentirem desconfortáveis ao achar que passarão para os filhos a idéia de que estão ali dentro fazendo amor. Ensine aos seus filhos, desde pequenos, a baterem na porta e perguntarem se podem entrar e também a respeitarem o seu direito à privacidade e, a melhor maneira de ensiná-los, é tendo a mesma conduta com eles. Respeite, também, o direito à privacidade dos seus filhos.

    O quarto é o melhor lugar parar um casal viver seu vínculo amoroso e sexual. Preservar a intimidade é garantir um espaço reservado para que possam conversar, discutir, brigar, descansar, fazer confidências e também esparramar a alegria e o prazer nos lençóis. Tenha cuidado e evite os flagras!

     

     

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