• QUAL A MINHA PARTE NESTA NOSSA HISTÓRIA?

     

    No processo de amadurecimento do ser humano é importantíssimo o exercício da autorregulação (a capacidade da gente se auto observar e estar atenta aos nossos comportamentos), a fim de que se consiga separar o que é nosso e o que é das outras pessoas, em todas as situações nas quais estejamos envolvidas. É através da percepção que temos de nós mesmos, dos outros e do mundo a nossa volta que conseguimos desenvolver o pensamento próprio, resolver problemas, evoluir nas questões pessoais, vencer os desafios da vida adulta e não responsabilizar somente os outros por algo de ruim que tenha nos acontecido, sem antes nos perguntar: qual a parte que me cabe nisso tudo que está acontecendo?

    O contato com os outros promove o nosso crescimento, desenvolvimento e amadurecimento. A qualidade das primeiras relações afetivas (pai, mãe, irmãos e adultos significativos) é importantíssima para o desenvolvimento da nossa saúde mental e maturacional. Além das nossas características individuais que funcionam como um diferencial no mundo, outros fatores também influenciam nossa conduta: a forma como fomos criados, as experiências que tivemos, o quanto aprendemos que a outra pessoa tem desejos e vida própria e que as diferenças precisam ser respeitadas…Nós somos os responsáveis por produzir felicidade em nossa vida, portanto, precisamos estar sempre muito atentos às nossas escolhas, pois cada conduta nossa terá uma consequência.

    Desde criança aprendemos a pensar e a decidir tendo a comparação como instrumento que nos auxilia a fazer escolhas. Quando nos tornamos adultos, continuamos a estabelecer comparações entre coisas e pessoas, mas, muitas vezes, temos dificuldade em comparar de forma imparcial as nossas condutas com as de outras pessoas, especialmente, se este outro for nosso parceiro amoroso. É muito comum as pessoas dizerem “eu fiz isso, porque ele fez aquilo”; “ele começou a se exaltar, eu só continuei”; “ele já fez muitas vezes isso, eu só mostrei para ele como é bom ser insultada”. Você se reconhece nessas falas?

    Dividir responsabilidade com o seu parceiro, caso o seu relacionamento não esteja sendo motivo de alegria e paz para você é o melhor caminho para se buscar o entendimento. Chame o seu companheiro para uma conversa e fale de você (você falar eu me sinto infeliz é muito diferente de dizer você me faz infeliz); diga como você se sente quando vocês brigam ou se evitam; avaliem juntos o quanto vocês têm funcionado com base em controles e impedimentos e o quanto isso tem afastado vocês. Uma conversa a dois feita de forma respeitosa e amorosa costuma ser muito produtiva.

    Nos relacionamentos amorosos, os dois são responsáveis por tudo de bom e de ruim que acontecer em suas vidas, é bom lembrar sempre disso. Faça a sua parte e se empenhe em construir com o seu amor um espaço de intimidade, envolvimento e respeito às diferenças. O diálogo continua sendo o melhor caminho para se buscar o entendimento ou para que se possa ter clareza que você não quer aquela realidade para sua vida. Saber “qual é a parte da tua estrada no meu caminho” é essencial!

     

     

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