• PAIS SUPERPROTETORES X FILHOS INSEGUROS

     

    Se você perguntar para qualquer pai ou mãe o que eles desejam para o futuro dos seus filhos, muito provavelmente, você vai ouvi-los dizer que desejam que eles tenham saúde, sucesso e sejam muito felizes, mas para que os filhos se desenvolvam de uma forma saudável e sintam-se autoconfiantes é preciso muita ajuda e incentivo dos pais; sem o apoio, valorização e reconhecimento deles fica muito difícil  ter uma boa autoestima que permita com que o jovem se movimente na vida em busca da realização de seus sonhos. Sentir-se validado e apoiado ajuda a transformar possibilidade em realidade.

    Acontece que, muitas vezes os pais na ânsia de proteger os filhos e evitar que eles sofram, acabam contribuindo bastante para que eles se tornem adultos dependentes, inseguros, sem criatividade e iniciativa e com baixa tolerância à frustração. E essa superproteção costuma começar na infância, nas coisas mais simples, tipo quando mesmo que seu filhote já consiga recolher todos os brinquedos que ele deixou espalhado por toda a casa, quem os arruma é a babá ou você mesma ou quando ele não quer comer o que há disponível para o jantar e você providencia para que algo mais apetitoso seja feito para ele…

    Quando você facilita demais a vida da sua cria e sai por aí providenciando o que ele deseja, resolvendo seus problemas e atendendo suas necessidades, apesar da sua melhor intenção, você está lhe retirando a oportunidade de aprender a resolver as demandas da sua vida e lhe impedindo de batalhar pelo que ele quer.  Ajudar é diferente de fazer por eles! Muitas vezes, em função das necessidades geradas pelo trabalho, os pais passam muitas horas fora de casa e não conseguem acompanhar os filhos em suas rotinas, mobilizados pela culpa acham que devem fazer tudo o que os filhos querem como forma de recompensá-los por sua ausência.

    Vejam bem, nossos filhos precisam passar por frustrações, conviver com dificuldades, sentir solidão e lidar com as incertezas da vida para adquirir senso de realidade e crescer; o nosso imenso amor por eles, não vai impedir que eles sofram, mas vai fazer toda a diferença eles nos saberem por perto,para lhes dar colo, carinho e aconchego na hora do choro, do medo, da desilusão, da raiva e da frustração. Podemos e devemos ser para eles um suporte emocional e esse exercício de nossas funções parentais devem ser baseadas no diálogo, na definição de limites, no estabelecimento de valores e regras e no respeito às diferenças, isso tudo é balizador de vida.

    Alguém que se acostuma a ter tudo a tempo e a hora não aprende a lutar pelo que deseja. É na infância que esse aprendizado deve iniciar e, quando ele não acontece por conta de uma super proteção parental as coisas se complicam muito e as consequências mais imediatas são a formação de adultos imaturos, irresponsáveis, incapazes, egoístas, medrosos, mimados, sem autocontrole, com baixa tolerância a frustração e muito pouca energia para realizar coisas.

    A melhor maneira de investir no futuro dos nossos filhos é demonstrando nosso amor por eles, nos preocupando com a formação do caráter deles,nos comprometendo com a transmissão de valores éticos e morais, ensinando-os que muitas dificuldades da vida podem ser superadas com esforço e determinação. Tanto a negligência como a superproteção prejudicam o desenvolvimento saudável de seu filho, encontrar um ponto intermediário entre essas duas condutas deve ser o nosso compromisso.

     

     

     

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