• O LIMITE DO AMOR É A DIGNIDADE!

     

    Vocês sabem aquele juramento proferido pelos noivos de que vão permanecer juntos “Na alegria e na tristeza, até que a morte os separe”, pois é, pode até ser uma intenção de muitos casais, mas na prática não é isso o que tem acontecido. As estatísticas revelam que o número de divórcios no Brasil cresceu 160% na última década; que o tempo médio de duração dos casamentos é de 15 anos; que nas separações por divórcio, a idade média dos homens é de 43 anos, enquanto que a das mulheres é de 40 anos e que o número de casamentos e de recasamentos continua maior do que o das separações.

    Não é sem motivo que ficamos receosos quando encontramos um conhecido, e que a gente não vê há algum tempo, de perguntar pelo companheiro e ouvir como resposta “acho que está bem”, “não sei”, “não quero nem ouvir falar” ou um simples “nos separamos”; e dependendo da forma como ocorreu a separação e da maturidade emocional da pessoa a quem fizemos a pergunta, a resposta pode ser uma frase curta ou uma longa história que começa assim, “você não sabe o que aconteceu?”, isto ocorre especialmente se a pergunta for feita a uma mulher.

    A realidade é que as pessoas continuam investindo em casamentos e recasamentos, então por que tantos casamentos terminam? Os motivos costumam ser plurais e envolvem a mudança no comportamento da sociedade brasileira, que passou a aceitar os divórcios com mais naturalidade; os casais estão mais imediatistas e tendo pouca tolerância à frustração; à falta de tempo e de atitude para investirem numa vida a dois; a ausência de projetos de vida comuns e o pouco investimento em cultivar e permitir espaço para que o parceiro viva a sua individualidade; a possibilidade de conhecerem outras pessoas, às vezes basta um clique e uma mensagem para que isso aconteça, o que aumentou consideravelmente o número de traições.

    Então, frustrações e desejos têm acompanhado a vida de muitos casais. Se permitir reconhecer e viver os próprios desejos é fundamental, embora possa ser muito desestabilizador, pois poderá levar à pessoa a conclusão de que para viver em paz e feliz é preciso reformular bastante a sua vida e, embora nem sempre seja fácil conviver com a liberdade de se fazer escolhas, esta costuma ser uma atitude muito produtiva, principalmente se a pessoa convive com a frustração de não se sentir mais desejada, valorizada e amada pelo seu companheiro de vida.

    “Amar o outro, é ver nele a imagem do nosso amor”, bem disse Freud, e se a gente vê apenas imagens distorcidas desse amor ou nem as vê mais, não vale a pena por comodismo, ou seja, lá por que motivo for, fazer de conta que nada está acontecendo. Comece a se perguntar por que você está aceitando viver assim? Tente localizar quando vocês começaram a se perder um do outro e, com ou sem respostas a essas perguntas, converse com o seu parceiro a respeito da realidade que se interpôs na vida de vocês. Conversar é diferente de brigar e acusar o outro, fale de você, de suas emoções e sentimentos.

    Amores adoecem! Pessoas se desencontram e se perdem! Enquanto houver desejo no casal de resgatar a harmonia, o amor e alegria de partilharem a vida, tente mudar o rumo dessa história – fazer terapia de casal ajuda muito. Mas o fundamental mesmo é você se resgatar com você, ter consciência do seu próprio valor, da sua dignidade e não se permitir ser desqualificada, maltratada, desamada por ninguém. Seu desejo de vida afetiva não deve ser o de viver uma solidão a dois.

     

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