• O BOM HUMOR É CONTAGIANTE

     

    Um dia desses eu assisti a um vídeo na internet, em que um rapaz vinha no metrô, com celular na mão e fone no ouvido e, de repente, ele começa a rir alto, a gargalhar e, as pessoas próximas a ele também começam a rir e, aos poucos, muita gente no metrô estava rindo junto com ele. O riso, o bom humor é contagiante, mas o mau humor também. Conviver com gente pessimista, reclamona, que se vitimiza e se apresenta mal-humorada a maior parte do tempo contamina o ambiente e faz mal a saúde, a dela e a dos outros a sua volta.

    O mau humor dificulta tudo na vida! Nem sempre conseguimos escolher as pessoas com quem vamos conviver (o ambiente de trabalho é um espaço em que muitas vezes não temos esta possibilidade de escolha), e quando há a obrigatoriedade da convivência com pessoas “tóxicas”, que expressam a sua negatividade com frequência, pois não gostam de nada e nem de ninguém, vivem insatisfeitas e até mesmo quando estão caladas conseguem tornar qualquer ambiente pesado e sempre muito difícil.

    Nós somos fruto de todas as experiências que vivemos desde o nascimento e, cada vez mais, a ciência tem demonstrado o quanto o ambiente ao nosso redor interfere em nossa maneira de ser e, mesmo que você seja uma pessoa “solar”, que cultiva o seu bom humor, mostra-se alegre e otimista diante da vida (sem ser delirante), costuma agir com motivação e gratidão e vê um mundo de possibilidades diante de si, mesmo assim, é preciso ficar muito atento para não ser contaminado com a convivência de pessoas tóxicas. As pessoas tóxicas deveriam buscar ajuda terapêutica e se tratar, mas isso precisa ser uma decisão delas.

    Então, como se proteger do mau humor? Ajuda bastante a pessoa cultivar a alegria e a delicadeza, aprender a respirar lentamente, garantir espaços no seu dia para exercitar a gentileza. Celebre a sua vida, aprenda a reconhecer e a comemorar o valor das pequenas coisas, empenhe-se em dar concretude aos seus sonhos, tenha ações que contribuam para a manutenção de um ambiente familiar em que as pessoas se reconheçam e queiram estar e, sempre que possível, procure se cercar de pessoas que estejam de bem com a vida e compartilhem afetos.

    Além disso, observe as crianças e aprenda a ter leveza com elas. Num passe de mágica, elas conseguem percorrer com seus olhos distraídos os mesmos espaços e perceber neles novas paisagens; elas também conseguem subverter o tempo e o espaço com criatividade e imaginação e caminhar com a alma leve e o coração cantando para festejar vitórias e realizar desejos.

    Resgate a criança que um dia você foi e encontre motivos para dar boas risadas, pois como bem disse o poeta Neruda – “A criança que não brinca não é uma criança, mas o homem que não brinca perdeu para sempre a criança que vivia nele e que lhe fará muita falta”. Então, ponha alegria e leveza em sua vida, permita-se rir com um desconhecido no metrô ou numa esquina da vida, cultive a solidariedade e a delicadeza e crie bons motivos para sorrir. Bom humor se cultiva!

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