• O AMOR SÓ CRESCE NA LIBERDADE!

     

    Um dos erros mais frequentes que ocorre nos relacionamentos amorosos e que termina sendo a causa de muitos rompimentos, é quando um dos parceiros, às vezes ambos, tentam controlar e dominar a vida do outro, como se a pessoa por estar se vinculando amorosamente a alguém perdesse o direito de ter vida própria – apaga tudo o que aconteceu antes na sua vida, pois agora você é meu; não existe mais o eu e nem o tu, daqui para frente só existirá o  nós! Quando isso acontece, a vida do casal passa a ser marcada pelo controle, pelo sentimento de posse e pela obsessão.

    Não tem amor que resista à prisão. Ter um pouco de ciúmes de quem se ama é normal e até pode fazer o seu parceiro se sentir querido e valorizado, mas quando o ciúme se torna excessivo, vira doença. Relacionamentos amorosos não precisam ser referência de prisão, sofrimento e dor, nem tampouco ser só prazer. Amar é compartilhar vida,   acolher afetivamente o outro no seu universo particular, aceitar a pessoa do jeito que ela é e se empenhar em construir com ela um vínculo de companheirismo, cumplicidade, respeito, confiança e liberdade.

    Para viver um grande amor é necessário que ambos sejam capazes de se entregar, mas para que essa entrega seja suave e verdadeira é preciso que desejos e necessidades sejam respeitados. Cada um de nós é um ser único e diferenciado, com identidade própria, uma história de vida passada e vínculos anteriormente definidos. Respeitar o passado das pessoas e as diferenças é a melhor maneira de validar afetos e construir um espaço de casal. O amor só cresce na liberdade, tentar aprisionar o outro não salva ninguém do individualismo e do vazio da sua própria vida, só demonstra o quanto se é inseguro e desvalorizado emocionalmente.

    A disponibilidade para amar alguém na vida adulta deriva, principalmente, dos vínculos afetivos que vivemos na infância, quando internalizamos um código de afetos – se fomos acarinhados, aconchegados e valorizados por nossos pais será mais fácil nos vincularmos amorosamente com os nossos parceiros, pois tendemos a reproduzir nos relacionamentos afetivos o que vivemos na relação com os nossos pais e demais adultos significativos. E mesmo que você não tenha tido essa referência primária de amor, nós somos responsáveis pelas nossas escolhas, inclusive pela repetição de padrões em nossa vida. Fiquem atentos!

    Numa relação obsessiva, o medo de ser traída e abandonada pelo seu amor é muito grande. Por conta disso, qualquer ato ou gesto pode virar motivo de desconfiança e assim, para tentar evitar problemas, cada movimento da pessoa precisa ser relatado e explicado ao seu parceiro. Pois é, se você quer viver um relacionamento saudável, em que a felicidade trafegue e se instale no cotidiano de vocês é essencial que você “o ame e o deixe livre para amar… O seu amor, ame-o e deixe-o brincar, ame-o e deixe-o correr, ame-o e deixe-o cansar, ame-o e deixe-o dormir em paz” (Gilberto Gil). E viva a liberdade de ser feliz!

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